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Conflito no Oriente Médio reacende debate sobre segurança energética global
Publicado 06/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 06/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Conflito no Oriente Médio reacende debate sobre segurança energética global
A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a colocar a segurança energética no centro das discussões econômicas. O avanço do conflito aumentou as preocupações com o abastecimento global de petróleo e elevou a volatilidade nos mercados internacionais.
Diante desse cenário, governos e bancos centrais monitoram os efeitos da alta da commodity sobre a inflação e o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, países produtores de petróleo, como o Brasil, avaliam os possíveis impactos sobre suas contas externas.
Leia também: Guerra no Irã expõe fragilidade do petróleo e renováveis assumem posto de fonte segura
Um estudo divulgado pelo Federal Reserve Bank, de Boston, aponta que os choques atuais do petróleo tendem a afetar principalmente a inflação. De acordo com os pesquisadores, a economia dos Estados Unidos se tornou menos dependente de energia desde as crises de petróleo de 1973 e 1979.
Com isso, o principal efeito da alta do petróleo deixou de ser o aumento do desemprego e passou a ser a pressão sobre os preços. O relatório defende que a política monetária concentre atenção na inflação diante de novos choques energéticos.
Mesmo mais preparado, o bloqueio inicial e as atuais restrições no Estreito de Ormuz seguem impactando a economia dos EUA e global. O local é responsável pelo envio de grande parte do consumo mundial de petróleo.
O conflito elevou os riscos para o fornecimento internacional de energia. Como consequência, o barril do petróleo Brent, que era negociado próximo de US$ 68 antes do início da guerra, chegou a se aproximar de US$ 100 em alguns momentos.
Esse movimento interrompeu parte da desaceleração inflacionária que vinha acontecendo desde 2022 e aumentou as incertezas sobre juros e crescimento em diferentes economias.
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Siga o Times | CNBCNo Brasil, os efeitos da instabilidade internacional permanecem mais controlados. Segundo o Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a projeção de crescimento do PIB para 2026 continua em 2,3%.
Por outro lado, o governo revisou a estimativa do IPCA de 2026 de 3,7% para 4,5% por causa das pressões geradas pela alta do petróleo.
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Apesar do cenário mais atual, o Brasil conta com um fator importante. Como exportador de petróleo, o país pode compensar parte dos efeitos negativos observados em economias que dependem da importação de energia.
Além disso, o aumento das cotações da commodity tende a fortalecer as contas externas e ampliar a arrecadação. Enquanto isso, o mercado de trabalho continua mantendo baixos níveis de desemprego.
Ainda que a inflação limite o espaço para cortes de juros e que o crédito mais restrito reduza o ritmo do consumo, a avaliação do governo é que a economia brasileira mantém condições para sustentar o crescimento, mesmo com a segurança energética global em risco.
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