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Entenda o que fez ouro e prata entrarem em queda agora

Publicado 23/03/2026 • 13:27 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • A guerra no Oriente Médio continua pressionando a estabilidade econômica de diversos países ao redor do mundo.
  • Escalada dos conflitos nos Estados Unidos e Irã já provoca efeitos em vários mercados, com destaque para o petróleo.
  • Entretanto, ativos que servem como base, como o ouro e a prata, também sofrem os efeitos da crise geopolítica.
Barras de ouro

Foto: Freepik

A nova guerra no Oriente Médio continua pressionando a estabilidade econômica de diversos países ao redor do mundo. A escalada dos conflitos nos Estados Unidos e Irã já provoca efeitos em vários mercados, com destaque para o petróleo. Entretanto, ativos que servem como base, como o ouro e a prata, também sofrem os efeitos da crise geopolítica.

No atual cenário, o Estreito de Ormuz, que é a principal rota para o abastecimento global de petróleo e está bloqueado pelas forças armadas iranianas, tem se mostrado um fator decisivo para aumentar o impacto direto nas economias globais e gerar incertezas quanto aos investimentos.

Leia também: Guerra pode apertar crédito e dificultar cenário para emergentes, diz FMI

Queda na valorização dos metais

A recente queda nos preços do ouro e da prata, conforme noticiado anteriormente pela Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, reflete uma combinação de fatores globais que alteraram o comportamento dos investidores em um cenário de incerteza.

Dessa forma, a queda nos valores de um ativo de proteção alimenta a dúvida sobre novas quedas de preços.

Apesar de tradicionalmente serem vistos como ativos de proteção, os metais preciosos passaram a recuar após mudanças relevantes no ambiente econômico, especialmente ligadas à guerra no Oriente Médio, ao petróleo e às expectativas sobre juros.

Dólar forte e juros elevados pressionam ouro e prata

Outro fator central para a queda dos metais preciosos é o fortalecimento do dólar no mercado internacional. Em momentos de incerteza, investidores migram para a moeda americana, reduzindo a demanda por ativos como ouro e prata.

Além disso, a alta nos rendimentos dos títulos públicos também contribui para esse movimento. Com retornos mais atrativos em renda fixa, o interesse por metais, que não geram juros, diminui, intensificando a pressão de baixa sobre os preços.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para abril fechou em queda de 5,9%, cotado a US$ 4.605,7 por onça-troy.

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Guerra no Oriente Médio afeta o mercado de ouro

Embora conflitos geopolíticos costumem impulsionar o ouro como ativo de proteção, o cenário atual trouxe um efeito inverso. A intensificação da guerra reduziu a compra do ativo, especialmente por países do Oriente Médio, enfraquecendo a sustentação dos preços.

Sem o suporte dessas compras oficiais, o ouro ficou mais vulnerável a movimentos de venda por parte de investidores. Além disso, a situação envolvendo a crise com a falta de petróleo também é um dos fatores centrais responsáveis pela queda do metal.

Desaceleração econômica pressiona a prata

No caso da prata, o impacto é ainda mais sensível por conta de sua forte utilização industrial. Diferentemente do ouro, o metal depende diretamente da atividade econômica global para sustentar a demanda.

Com a desaceleração de diversos materiais em meio aos conflitos entre EUA e Irã, as perspectivas para a indústria ficam mais fracas, reduzindo o consumo de prata e pressionando ainda mais os preços. No mesmo período de abril, a prata para maio recuou 8,2%, sendo negociada a US$ 71,21 por onça-troy.

Leia também: Petróleo sobe apesar de apoio de aliados dos EUA e ataques do Irã

Fatores decisivos

Em suma, a queda recente nos valores não está ligada a um único evento, mas a uma combinação de elementos como a alta do petróleo, fortalecimento do dólar, juros elevados e mudanças na demanda global.

Mesmo em meio ao cenário dos conflitos atuais, esses fatores acabaram se sobrepondo ao papel tradicional dos metais, que tradicionalmente eram vistos como ativos de proteção, resultando em uma mudança significativa nos preços do ouro e da prata.

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