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Escalada militar no Irã expõe estratégia de pressão dos EUA e risco global, dizem especialistas
Publicado 28/02/2026 • 16:49 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 28/02/2026 • 16:49 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28) tem como objetivo central enfraquecer o regime e forçá-lo a negociar sob pressão, sem necessariamente promover uma ocupação territorial. A avaliação é do professor de Relações Internacionais Danilo Porfírio, que classificou o cenário como uma “crônica de uma guerra anunciada”.
Segundo ele, a lógica estratégica segue o padrão de atuação de Washington: “Trump busca sempre a ideia do diálogo assimétrico, demonstrando força. Antes de dialogar, ele mostra os dentes”.
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Na análise do especialista, os bombardeios são uma ação preventiva com caráter coercitivo: “Não há um intuito de presença militar dentro do território. Os ataques serão intensivos e violentos, mas no intuito de chamar o governo a ceder e dialogar”.
Porfírio afirma que os alvos escolhidos indicam a meta imediata da operação: desmobilizar a capacidade estratégica iraniana. “Os pontos-alvos são centros de pesquisa nuclear, bases militares e sítios burocráticos, inclusive residências de agentes governamentais”, disse.
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Siga o Times | CNBCPara o professor Ricardo Cabral, especialista em história militar e conflitos internacionais, a reação iraniana demonstra planejamento prévio diante da possibilidade de ataque. “O Estado-Maior iraniano se preparou para um ataque de decapitação, onde a liderança poderia ser neutralizada. Em guerra é fundamental responder rapidamente”, explicou.
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Ele afirma que a primeira fase do confronto ocorreu no domínio digital. “O primeiro ataque foi cibernético e eletrônico.” Em resposta, Teerã teria adotado estratégia de dispersão de armamentos e definição antecipada de alvos. “Eles já tinham alvos pré-concebidos. Por isso a resposta foi imediata”, disse.
Porfírio enfatizou que a dimensão do conflito ultrapassa a esfera militar. “O Irã é um país importantíssimo, fornecedor estratégico de petróleo e corredor entre Ásia e Ocidente. A instabilidade pode repercutir no comércio e no fornecimento energético global.”
Ele alerta que, diante de uma ameaça existencial, o regime pode recorrer a medidas extremas. “Quando a questão é existencial, o céu é o limite. Todas as medidas poderão ser tomadas”, afirmou.
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