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EUA elevam tarifas de importação; veja os países com a cobrança mais alta

Publicado 03/06/2026 • 13:42 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Grupo com tarifa de 10% possui algum tipo de restrição ou compromisso relacionado à proibição de produtos feitos com trabalho forçado.
  • A tarifa reduzida foi proposta para Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá e outros.
  • Caso sejam confirmadas, as novas cobranças ampliarão a pressão comercial dos Estados Unidos.
EUA

Foto: Unsplash

EUA elevam tarifas de importação; veja os países com a cobrança mais alta

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (03), uma nova proposta de tarifas de importação que poderá atingir produtos de 60 economias ao redor do mundo.

A medida foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, após a conclusão de investigações sobre a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado nas cadeias globais de comércio. O Brasil está entre os países que poderão ser alvo da taxa mais elevada, de 12,5%.

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Investigação levou à proposta de novas tarifas

Segundo o governo norte-americano, as investigações concluíram que os países analisados não adotaram medidas suficientes para impedir ou fiscalizar a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

A avaliação serviu de base para a proposta de novas cobranças sobre mercadorias exportadas para o mercado dos Estados Unidos.

O embaixador comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a falta de ações efetivas por parte dos parceiros comerciais cria uma concorrência considerada desleal para trabalhadores e empresas americanas.

Brasil entra no grupo com tarifas de 12,5%

A proposta divide os países em dois grupos. O primeiro reúne economias que já possuem algum tipo de restrição ou compromisso relacionado à proibição de produtos feitos com trabalho forçado. Para esses casos, a tarifa adicional sugerida é de 10%.

Já o segundo grupo inclui países que, segundo o USTR, não possuem mecanismos considerados suficientes para impedir esse tipo de comércio. Nessa categoria foi aplicada a tarifa mais alta, de 12,5%.

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O Brasil aparece nessa lista ao lado de importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Austrália, Arábia Saudita e Suíça.

Países que poderão pagar tarifa de 12,5%

A cobrança mais elevada foi proposta para os seguintes países:

África do Sul Jordânia
Argélia Kuwait
Angola Líbia
Arábia Saudita Marrocos
Austrália Nicarágua
Bahamas Nigéria
Bahrein Noruega
Brasil Nova Zelândia
Catar Omã
Cazaquistão Peru
Chile Reino Unido
China Rússia
Colômbia Singapura
Coreia do Sul Sri Lanka
Costa Rica Suíça
Egito Tailândia
Emirados Árabes Unidos Trinidad e Tobago
Filipinas Turquia
Guiana Uruguai
Honduras Venezuela
Hong Kong Vietnã
Índia Iraque
Iraque Israel
Japão

Grupo com tarifa de 10%

A tarifa reduzida foi proposta para Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, El Salvador, Equador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Taiwan e União Europeia.

As tarifas anunciadas ainda não são definitivas. O governo norte-americano abriu um período de consulta pública para receber manifestações de empresas, entidades e governos interessados. Audiências estão previstas para julho, quando o tema voltará a ser analisado antes de uma decisão final.

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Caso sejam confirmadas, as novas tarifas ampliarão a pressão comercial dos Estados Unidos sobre parceiros estratégicos e poderão afetar setores exportadores de diversos países, incluindo o Brasil.

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