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EUA elevam tarifas de importação; veja os países com a cobrança mais alta
Publicado 03/06/2026 • 13:42 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/06/2026 • 13:42 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (03), uma nova proposta de tarifas de importação que poderá atingir produtos de 60 economias ao redor do mundo.
A medida foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, após a conclusão de investigações sobre a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado nas cadeias globais de comércio. O Brasil está entre os países que poderão ser alvo da taxa mais elevada, de 12,5%.
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Segundo o governo norte-americano, as investigações concluíram que os países analisados não adotaram medidas suficientes para impedir ou fiscalizar a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.
A avaliação serviu de base para a proposta de novas cobranças sobre mercadorias exportadas para o mercado dos Estados Unidos.
O embaixador comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a falta de ações efetivas por parte dos parceiros comerciais cria uma concorrência considerada desleal para trabalhadores e empresas americanas.
A proposta divide os países em dois grupos. O primeiro reúne economias que já possuem algum tipo de restrição ou compromisso relacionado à proibição de produtos feitos com trabalho forçado. Para esses casos, a tarifa adicional sugerida é de 10%.
Já o segundo grupo inclui países que, segundo o USTR, não possuem mecanismos considerados suficientes para impedir esse tipo de comércio. Nessa categoria foi aplicada a tarifa mais alta, de 12,5%.
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Siga o Times | CNBCO Brasil aparece nessa lista ao lado de importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Austrália, Arábia Saudita e Suíça.
A cobrança mais elevada foi proposta para os seguintes países:
| África do Sul | Jordânia |
| Argélia | Kuwait |
| Angola | Líbia |
| Arábia Saudita | Marrocos |
| Austrália | Nicarágua |
| Bahamas | Nigéria |
| Bahrein | Noruega |
| Brasil | Nova Zelândia |
| Catar | Omã |
| Cazaquistão | Peru |
| Chile | Reino Unido |
| China | Rússia |
| Colômbia | Singapura |
| Coreia do Sul | Sri Lanka |
| Costa Rica | Suíça |
| Egito | Tailândia |
| Emirados Árabes Unidos | Trinidad e Tobago |
| Filipinas | Turquia |
| Guiana | Uruguai |
| Honduras | Venezuela |
| Hong Kong | Vietnã |
| Índia | Iraque |
| Iraque | Israel |
| Japão |
A tarifa reduzida foi proposta para Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, El Salvador, Equador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Taiwan e União Europeia.
As tarifas anunciadas ainda não são definitivas. O governo norte-americano abriu um período de consulta pública para receber manifestações de empresas, entidades e governos interessados. Audiências estão previstas para julho, quando o tema voltará a ser analisado antes de uma decisão final.
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Caso sejam confirmadas, as novas tarifas ampliarão a pressão comercial dos Estados Unidos sobre parceiros estratégicos e poderão afetar setores exportadores de diversos países, incluindo o Brasil.
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