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EXCLUSIVO CNBC: secretário do Comércio dos EUA detalha posicionamento sobre produtos do Brasil e tarifaço de 25%
Publicado 02/06/2026 • 11:36 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 02/06/2026 • 11:36 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
Wikimedia Commons
Jamieson Greer, o Representante do Comércio dos Estados Unidos.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, defendeu a política tarifária adotada pelo governo americano e citou o Brasil entre os países investigados por supostas práticas comerciais desleais durante entrevista à CNBC. “O Brasil aplica práticas comerciais desiguais”, afirmou o representante ao justificar a abertura de investigações comerciais.
Jamieson afirmou que os EUA estão investigando mais de 70 países com práticas não legais de comércio, e o Brasil é um dos investigados. A proposta de tarifa ainda não é certa e depende do correr das investigações. A decisão sobre os produtos tarifados sairá no dia 15 de junho.
Greer, que lidera o órgão responsável pela investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana, argumentou que as tarifas fazem parte de uma estratégia para corrigir distorções nas relações comerciais internacionais. Segundo o representante, o objetivo é tentar limitar a concorrência desleal entre os países.
Durante a entrevista, Greer voltou a criticar políticas industriais adotadas por diversos países, com destaque para a China, acusada pelos Estados Unidos de conceder subsídios que distorcem a concorrência internacional. Segundo ele, as investigações conduzidas pelo governo americano buscam identificar situações semelhantes em diferentes mercados.
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Jamieson defendeu o uso de tarifas como ferramenta de negociação comercial e afirmou que a aplicação das medidas varia conforme a importância estratégica dos produtos para os Estados Unidos.
Greer citou como exemplo produtos que o país não produz em quantidade suficiente ou depende de importações para abastecimento interno. Entre eles, mencionou commodities agrícolas e insumos considerados estratégicos para cadeias produtivas.
Ele também fez referência a países exportadores de café para o mercado americano, como Vietnã, Indonésia e Equador, ao explicar que determinadas tarifas são utilizadas como parte das negociações bilaterais. “As tarifas são uma estratégia para negociar com outros países”, afirmou.
Leia também: Brasil pode responder ao tarifaço? Entenda quais são as opções do governo
Questionado sobre as críticas à implementação das tarifas anunciadas por Donald Trump em abril de 2025, Greer afirmou que o governo precisou agir rapidamente diante do que classificou como uma situação emergencial. Segundo ele, investigações comerciais detalhadas costumam levar meses ou até anos para serem concluídas.
O representante também rejeitou a avaliação de que a arrecadação seja o principal objetivo das tarifas. “O que define essa política não é o dinheiro arrecadado, mas a estratégia para enfrentar práticas comerciais consideradas desleais“, disse.
Leia também: Cecafé vê risco comercial em investigação dos EUA e defende acordo bilateral para evitar tarifas
Greer reconheceu que a imposição de tarifas pode gerar pressões sobre os preços em determinados momentos, mas avaliou que os efeitos seriam limitados. Ele afirmou que eventuais impactos inflacionários decorrentes das medidas seriam pontuais e não representariam um problema estrutural para a economia americana. “Pode haver efeitos temporários sobre a inflação, mas não vemos isso como algo sistêmico”, afirmou.
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A investigação conduzida pelo governo americano segue em fase de consultas públicas. Até o início de julho, empresas, associações setoriais e representantes dos países afetados poderão apresentar argumentos e documentos relacionados aos produtos incluídos na análise.
A expectativa é que as audiências sejam concluídas até 6 de julho. A decisão final sobre a lista de produtos e as tarifas eventualmente aplicadas deve ser anunciada em 15 de julho.
Leia mais: EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos do Brasil após concluir investigação
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