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EXCLUSIVO CNBC: Kevin Hassett vê investimentos e tarifas impulsionando empregos e defende cautela do Fed
Publicado 04/09/2026 • 17:13 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 04/09/2026 • 17:13 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou em agosto um resultado muito acima das expectativas e reforçou a avaliação de que a economia americana mantém força, segundo Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.
Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo afirmou que o desempenho foi superior a todas as previsões acompanhadas pela Bloomberg e atribuiu parte da força da atividade aos investimentos, à construção de fábricas e à política tarifária do governo Donald Trump.
“Este resultado foi muito, muito melhor do que eu previa”, afirmou Hassett. Segundo ele, 77 economistas publicaram projeções acompanhadas pela Bloomberg, e o resultado de agosto ficou acima de todas elas. O executivo classificou o número como aproximadamente quatro desvios-padrão acima da média das previsões.
Na avaliação de Hassett, os dados refletem uma mudança na dinâmica dos investimentos nos Estados Unidos. Ele destacou que os gastos de capital estão próximos de dobrar em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde o início do governo Trump, enquanto a construção de novas fábricas avança de forma acelerada.
O emprego ligado à construção de fábricas também aparece como um dos indicadores destacados pelo diretor. Segundo Hassett, desde a chegada de Trump à Presidência, o número de pessoas empregadas na construção de unidades industriais aumentou em cerca de 90 mil.
A expansão também começa a aparecer na indústria. Hassett afirmou que o emprego manufatureiro avançou em mais de 50 mil postos desde o início do governo, após uma sequência de quedas nos anos anteriores.
Para o executivo, tarifas e investimentos estão contribuindo para a retomada de atividades produtivas nos Estados Unidos.
“As tarifas estão fazendo as pessoas trazerem atividades de volta. As despesas estão fazendo as pessoas quererem investir loucamente, o que cria empregos na construção e começa a aparecer em empregos fabris”.
O resultado do mercado de trabalho ocorre em um momento de debate sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), especialmente entre os defensores de uma política monetária mais flexível.
Hassett argumentou que um crescimento provocado pelo lado da oferta não necessariamente exige juros mais altos. Para sustentar essa avaliação, citou a experiência do ex-presidente do Fed Alan Greenspan durante a década de 1990.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, Greenspan conseguiu tolerar um período de crescimento mais forte e pleno emprego depois de elevar os juros de maneira preventiva em 1994, contribuindo para manter a inflação sob controle.
O diretor também destacou a importância dos próximos dados de inflação. Ele afirmou acompanhar especialmente o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) e prefere observar a média dos últimos três meses anualizada, em vez de se concentrar apenas na variação acumulada em 12 meses.
Segundo Hassett, essa medida está atualmente em 1,6%.
“Se o CPI continuar sendo tão favorável no próximo relatório, o Fed fará o que quiser fazer. Respeitamos sua independência, mas o argumento para manter a estabilidade é forte”.
Além da força do mercado de trabalho, Hassett vê na inteligência artificial um possível fator estrutural capaz de alterar a relação entre crescimento e inflação.
O executivo comparou o atual avanço da IA ao impacto provocado pela internet sobre a produtividade americana nos anos 1990. Na época, segundo ele, os ganhos de produtividade ainda não apareciam integralmente nos dados econômicos, mas havia uma expectativa de que a nova tecnologia pudesse elevar o crescimento sem gerar uma pressão proporcional sobre os preços.
Hassett afirmou que participou da equipe que assessorava Greenspan durante aquele período e ajudou a formular essa hipótese.
“Com esse tipo de boom, a internet, você poderia ter alto crescimento e baixa inflação”.
Para ele, a inteligência artificial apresenta características semelhantes e pode provocar um novo ciclo de ganhos de produtividade.
“Acredito que agora o efeito da IA é um tanto análogo, ou talvez muito análogo”, afirmou.
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