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EXCLUSIVO CNBC: Consumidor segue gastando, mas inflação e guerra freiam varejo nos EUA, diz CEO da Storch Advisors
Publicado 18/08/2026 • 20:35 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 18/08/2026 • 20:35 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O consumidor americano continua gastando apesar das pressões provocadas pela inflação e pelas preocupações com a guerra, segundo Gerald Storch, CEO da Storch Advisors. Para o executivo, a queda recente das vendas do varejo não elimina a resiliência demonstrada pelas famílias, especialmente quando o desempenho é observado na comparação anual.
Em entrevista à CNBC, Storch destacou que as vendas ainda registraram crescimento de 5% sobre o ano anterior, indicador que considera mais relevante para avaliar o comportamento do setor. “O consumidor tem demonstrado uma resiliência muito grande durante todo este período. Sei que muito se falou sobre a queda nas vendas do varejo no mês passado, mas, ao olhar para um número mais importante, o comparativo anual, as vendas ainda subiram saudáveis 5%”, afirmou.
O cenário, porém, não está livre de pressões. “Há uma desaceleração devido à inflação e preocupações com a guerra. Questões que pesam sobre o consumidor, mas eles continuam gastando”, explicou Storch.
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Para o executivo, a expectativa é de números positivos entre as grandes varejistas, mas o ponto central será identificar quais companhias conseguirão entregar desempenho acima do que o mercado já espera.
“Espero que os números dos varejistas hoje sejam bons. A questão é quem superará as expectativas, o que é o foco dos dias de resultados”, afirmou.
No segmento relacionado ao mercado imobiliário, Storch vê Home Depot e Lowe’s em uma situação de espera diante das incertezas sobre os rumos do setor de habitação nos Estados Unidos.
“Home Depot e Lowe’s estão em compasso de espera, sem grandes movimentos, pois ninguém sabe o futuro do mercado imobiliário. Não há uma bola de cristal que indique o que virá”, avaliou.
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Apesar das dúvidas, o executivo identifica sinais positivos nos dados recentes. “Ao analisar os números do varejo, a categoria de materiais de construção teve um crescimento saudável durante todo o trimestre. Talvez isso se traduza em resultados para esses varejistas”, afirmou.
Storch, no entanto, evitou antecipar se esse desempenho será suficiente para impulsionar os balanços das duas empresas. “Teremos que esperar para ver. Estou aqui pela esperança”, acrescentou.
Ao avaliar a Target, Storch destacou uma melhora expressiva na execução da companhia e a forte valorização de suas ações ao longo do ano. “Eles fizeram um trabalho fantástico este ano e as ações dispararam. Estão executando melhor que em anos, mas enfrentam desafios estratégicos”, afirmou.
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Entre esses obstáculos está a posição da companhia no segmento de supermercados. Segundo o executivo, a Target não desenvolveu essa área com a mesma intensidade de sua principal concorrente. “Não ter desenvolvido o setor de supermercados como o Walmart, que o sustenta há tempos”, apontou.
Outro problema está na operação digital. “A internet na Target foi subinvestida desde o início, há 20 anos”, afirmou Storch, ao destacar que a companhia ainda tem trabalho pela frente para sustentar a valorização recente das ações.
Os papéis da varejista avançaram entre 40% e 50% neste ano, segundo o executivo. “É massivo, mas ainda está abaixo do pico. Há espaço para crescer, mas precisam superar esses números”, explicou.
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A dificuldade é que a recuperação das ações também elevou a expectativa dos investidores. “Podem surpreender, mas as expectativas são altas”, alertou Storch.
No caso do Walmart, o CEO da Storch Advisors vê uma situação diferente: a companhia continua apresentando uma das melhores execuções do setor, mas sua avaliação no mercado já incorpora boa parte dessa qualidade.
“O Walmart não saiu do lugar, embora seja o melhor da categoria. É uma questão de avaliação, com relação preço-lucro o dobro da Target”, afirmou.
Storch espera que a companhia continue apresentando resultados sólidos. “O Walmart executa bem e supera expectativas. Veremos hoje”, disse.
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Ainda assim, o executivo acredita que a varejista deve manter cautela ao apresentar suas projeções diante da falta de visibilidade sobre a economia. “A orientação será conservadora, pois ninguém sabe o futuro”, avaliou.
Para Storch, o Walmart permanece no grupo mais forte do varejo americano, ao lado da Costco, mas isso também se reflete no preço de suas ações. “Acho que são os melhores varejistas, junto com a Costco, mas com avaliação muito alta”, concluiu.
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