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CNBCIndicado por Trump, Kevin Warsh vence primeira batalha no Senado rumo ao Fed

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Fed adotou postura cautelosa diante de incertezas geopolíticas, avalia economista

Publicado 29/04/2026 • 15:57 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O cenário geopolítico instável impede mudanças bruscas nos juros; o Federal Reserve deve manter uma postura conservadora até surgirem sinais mais concretos.
  • A indicação de Kevin Warsh pode alterar decisões internas, mas a expectativa é de continuidade técnica na política monetária, apesar de possíveis impactos em votações apertadas.
  • O mercado está dividido entre corte e manutenção da taxa Selic, enquanto câmbio e investimentos seguem pressionados pela incerteza e volatilidade global.

Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM, afirmou que a manutenção da postura de cautela do Federal Reserve diante das incertezas geopolíticas e a transição na presidência da autoridade monetária americana marcam a agenda econômica global, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele destacou que o cenário geopolítico atual impede movimentos bruscos nas taxas de juros neste momento: “O cenário é de incertezas ainda enquanto o conflito estiver em andamento. Ninguém vai tomar uma postura proativa por conta de um sinal de curto prazo, porque é só a resolução dos eventos que traz uma perspectiva concreta. Com a imponderabilidade política, as autoridades monetárias vão se manter cautelosas”.

Sobre a indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para o comando do Fed, o economista traçou um paralelo com o cenário brasileiro. “Pode ser o Galípolo do Trump. Quando se imaginou que Galípolo pudesse ser uma pessoa mais simpática aos desejos políticos do governo, ele está se mostrando absolutamente técnico na condução da política monetária. Acredito que haverá continuidade de uma condução técnica nos Estados Unidos”, explicou.

A mudança de liderança no banco central americano, no entanto, pode alterar o equilíbrio em votações acirradas no colegiado.

“Temos que ver se ele tem um viés mais hawkish ou não. O voto de minerva vem do presidente e, quando há uma divisão, esse vai ser o desempate. É uma mudança importante porque é uma pessoa com perfil mais técnico do que o Powell, em relação ao qual tenho críticas sobre como lidou com a política monetária”, o economista-chefe afirmou.

No cenário doméstico, a expectativa para a decisão do Copom revela uma divisão entre os agentes do mercado financeiro. “Para o Fed, as apostas majoritárias são de manutenção. Aqui no Brasil existe uma leve divisão; somos 50% pelo corte de juros de 0,25 p.p e em torno de 35% de possibilidade de uma manutenção, que não é pequena. O Banco Central pode tomar uma postura mais conservadora dado o cenário de curto prazo”.

A volatilidade do câmbio e o impacto nos investimentos seguem monitorados, especialmente em ativos cotados em dólar, que operam na casa de US$ 1,00. “Os investidores e também as autoridades monetárias têm tomado decisões de extrema cautela buscando o sinal mais concreto possível. Por enquanto, não temos nenhum sinal definitivo e tudo muda de maneira muito rápida”.

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