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O que são a OPEP e por que os Emirados Árabes Unidos se retiraram?
Publicado 29/04/2026 • 15:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/04/2026 • 15:20 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
O que são a OPEP e por que os Emirados Árabes Unidos se retiraram
A saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reacendeu discussões sobre o peso do cartel no mercado global de energia e levantou dúvidas sobre impactos na oferta de petróleo e nos preços internacionais.
Criada para coordenar a produção entre grandes exportadores de petróleo e influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda, a OPEP atravessa um momento de pressão geopolítica e perda gradual de influência, em meio à guerra envolvendo o Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
Antes do conflito, os países da OPEP respondiam por mais de 25% da produção mundial de petróleo.
Com a saída dos Emirados, essa participação deve cair para pouco mais de 20%, reduzindo ainda mais o peso do grupo em um mercado hoje mais diversificado, segundo dados do The New York Times.
Leia também: Saída dos Emirados da OPEP estremece mercados globais na esteira de tensões geopolíticas
Fundada em 1960 por Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela, a OPEP surgiu para ampliar o controle dos países produtores de petróleo sobre preços e receitas.
Seu principal instrumento é definir cotas de produção. Ao reduzir a oferta, pressiona os preços, ao ampliar a produção, busca aliviar tensões no abastecimento.
No cenário atual, porém, esse mecanismo enfrenta limites. Embora a OPEP tenha anunciado aumento de 206 mil barris por dia para maio, o impacto tende a ser restrito enquanto o Estreito de Ormuz seguir comprometido.
Além disso, países do Golfo já interromperam cerca de 10 milhões de barris por dia em produção desde março.
A OPEP atingiu seu auge nos anos 1970, especialmente durante o embargo do petróleo em 1973, quando mostrou forte capacidade de influenciar preços. Na época, o grupo controlava mais da metade da oferta global.
Esse poder diminuiu com o avanço da produção em outros países, sobretudo nos Estados Unidos, e com dificuldades internas para manter disciplina entre os membros. Em 2016, a criação da OPEP+, em parceria com produtores como a Rússia, buscou recuperar capacidade de coordenação.
A saída dos Emirados está associada a divergências sobre estratégia, desconforto com a influência da Arábia Saudita e interesse em ter mais autonomia para expandir sua produção.
Embora a decisão não esvazie imediatamente a OPEP, ela reforça dúvidas sobre a coesão do grupo. O cartel continua relevante, mas enfrenta mais dificuldades para exercer o poder que teve em décadas passadas.
Leia também: Emirados Árabes Unidos deixarão a Opep a partir de 1º de maio
O momento da saída ampliou seus efeitos. Com o mercado pressionado por tensões no Oriente Médio, qualquer sinal de fragmentação institucional aumenta a volatilidade.
Felipe Machado, analista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC explicou que as tensões geopolíticas foram o estopim para a decisão drástica do país árabe: “Foi uma surpresa, mas talvez não tanta se lembrarmos que um dos membros da OPEP, o Irã, bombardeou recentemente os Emirados Árabes Unidos. Não faz sentido continuar em um grupo onde um dos sócios ataca o outro diretamente”.
A influência dos Estados Unidos na região também foi apontada por Felipe Machado como um fator de instabilidade para os membros do bloco. “A proximidade desses países com os Estados Unidos acabou tornando eles alvos do Irã, e as barreiras de defesa americanas não foram suficientes para impedir as agressões, o que mudou a percepção de segurança na região”.
O analista ressaltou que a infraestrutura turística e logística dos Emirados Árabes Unidos, que movimenta bilhões de dólares, corre riscos com a permanência no grupo sob ameaça. Dubai e Abu Dhabi são hubs mundiais muito ocidentalizados, com grandes aeroportos e hotéis, e o risco de ataques constantes do Irã prejudica severamente esse modelo de negócios internacionalizado.
Machado reforçou que a ruptura marca um momento histórico de fragmentação política dentro da organização petrolífera. “Apesar da Arábia Saudita tentar negociar a manutenção do país no grupo, a decisão foi final para evitar estar no mesmo ambiente político que o agressor, marcando o desligamento tanto da OPEP quanto da OPEP+”.
Enquanto o Estreito de Ormuz permanecer sob risco, o gargalo logístico seguirá como principal fator para os preços. Mudanças nas cotas da OPEP tendem a ter efeito secundário.
A saída dos Emirados expõe disputas internas e marca um teste para a influência futura da OPEP em um mercado de petróleo cada vez mais complexo.
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