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Entenda como o ICE monitora redes sociais em busca de ameaças e críticos

Publicado 04/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ampliou uma operação de vigilância nas redes sociais.
  • O Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pelo ICE, afirma que o monitoramento tem como foco combater ameaças reais de violência contra funcionários e suas famílias.
  • Organizações de defesa de direitos civis, porém, dizem que a estratégia pode ultrapassar o combate a ameaças e atingir manifestações políticas.
Representantes do ICE negam que o programa tenha como objetivo silenciar opositores

Foto: Magnific

Representantes do ICE negam que o programa tenha como objetivo silenciar opositores

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ampliou uma operação de vigilância nas redes sociais com o objetivo declarado de identificar ameaças contra seus agentes e possíveis tentativas de interferência em suas atividades. O programa acompanha conteúdos publicados em plataformas como Facebook, Instagram, X, Reddit, Discord e LinkedIn, utilizando equipes próprias e empresas contratadas para analisar informações disponíveis na internet.

Segundo documentos oficiais e relatos de ex-funcionários, os contratados produzem relatórios sobre usuários considerados potenciais riscos, reunindo dados públicos como histórico de postagens, localização, vínculos digitais e outras informações disponíveis em bases governamentais. A iniciativa passou a envolver não apenas ameaças diretas, mas também pessoas e grupos que criticam as ações da agência ou divulgam informações sobre operações de imigração.

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Governo afirma buscar proteção de agentes

O Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pelo ICE, afirma que o monitoramento tem como foco combater ameaças reais de violência contra funcionários e suas famílias, de acordo com o The Wall Street Journal. A agência argumenta que houve aumento significativo de ameaças contra agentes federais e que o uso de ferramentas digitais é necessário para prevenir ataques.

Representantes do ICE negam que o programa tenha como objetivo silenciar opositores e afirmam que as investigações seguem limites constitucionais, respeitando direitos civis e garantias de privacidade.

Críticos questionam possíveis abusos

Organizações de defesa de direitos civis e especialistas em liberdade de expressão, porém, dizem que a estratégia pode ultrapassar o combate a ameaças e atingir manifestações políticas protegidas pela Primeira Emenda da Constituição americana.

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Casos envolvendo usuários anônimos de redes sociais aumentaram a preocupação. O DHS chegou a solicitar informações de contas ao Reddit para identificar autores de publicações consideradas críticas ao governo. A empresa contestou pedidos que considerou excessivos e afirmou defender a privacidade de seus usuários.

Em alguns episódios, agentes procuraram pessoas em seus locais de trabalho ou durante viagens para alertá-las sobre publicações feitas online. Advogados argumentam que essas abordagens podem criar um efeito de intimidação, levando cidadãos a evitar críticas por medo de consequências legais.

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Investimento em tecnologia e inteligência artificial

A expansão do programa também envolve contratos milionários com empresas privadas especializadas em análise de dados. Documentos mostram que o ICE passou a utilizar ferramentas capazes de cruzar informações públicas, mapear conexões entre usuários e identificar padrões considerados suspeitos.

A agência afirma que a tecnologia é usada para antecipar riscos. Já especialistas alertam que sistemas automatizados podem interpretar críticas políticas, protestos ou discursos controversos como ameaças, ampliando o debate sobre os limites da vigilância estatal no ambiente digital.

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