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Federal Reserve mantém expectativa de cortes de juros ainda em 2026, apesar da guerra
Publicado 08/04/2026 • 16:41 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 08/04/2026 • 16:41 | Atualizado há 7 meses
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Segundo a ata divulgada pelo Federal Reserve (banco central americano) nesta quarta-feira (8), os membros da autarquia ainda esperam reduzir as taxas de juros neste ano, apesar da elevada incerteza causada pela guerra no Irã e pelas tarifas.
A maioria dos participantes destacou que o conflito poderia levar à necessidade de uma política monetária mais flexível, caso o aumento nos preços da gasolina afetasse o mercado de trabalho e o orçamento das famílias.
Os formuladores de políticas ressaltaram a necessidade de permanecer “ágil” ao avaliar os impactos da guerra sobre a inflação, que continuava acima da meta do Fed, e sobre o emprego, que se manteve praticamente estável ao longo do último ano.
“Muitos participantes julgaram que, com o tempo, provavelmente se tornaria apropriado reduzir a faixa-alvo para a taxa de fundos federais se a inflação diminuísse conforme suas expectativas”, afirmou a ata.
O consenso previa um corte de juros ainda neste ano, mantendo a orientação apresentada em dezembro. Ao mesmo tempo, os membros do Fed alertaram sobre um possível enfraquecimento do mercado de trabalho, que poderia justificar cortes adicionais caso preços significativamente mais altos do petróleo reduzissem o poder de compra das famílias, apertassem as condições financeiras e afetassem o crescimento no exterior.
No final, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável por definir as taxas, votou 11 a 1 para manter a taxa de juros overnight entre 3,5% e 3,75%.
O consenso geral era manter as taxas de juros estáveis enquanto os oficiais monitoram a situação. A ata também destacou preocupação de que o conflito no Oriente Médio poderia sustentar a inflação, exigindo futuros aumentos.
“A maioria dos participantes comentou que ainda era cedo para avaliar como os acontecimentos no Oriente Médio afetariam a economia dos EUA e considerou prudente continuar acompanhando os desdobramentos e suas implicações para a política monetária”, registrou o documento.
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Siga o Times | CNBCA reunião de 17-18 de março ocorreu poucas semanas depois de ataques dos EUA e Israel ao Irã, que elevaram os custos de energia e reacenderam temores de inflação. Um cessar-fogo anunciado recentemente fez o preço do petróleo cair acentuadamente, embora a durabilidade do acordo ainda seja incerta.
Apesar do tumulto, os participantes continuam esperando que a inflação se aproxime da meta de 2% do Fed. As tarifas permanecem como uma ameaça, mas a maioria acredita que seus impactos sobre a inflação serão temporários.
O presidente Jerome Powell alertou que aumentar as taxas agora para prevenir um pico de inflação poderia gerar efeitos negativos de longo prazo, devido ao efeito retardado das decisões do Fed.
O mercado de trabalho também preocupa os oficiais. Embora continue gerando empregos suficientes para manter a taxa de desemprego estável, o crescimento tem ocorrido quase exclusivamente no setor de saúde, levantando dúvidas sobre estabilidade e potencial de crescimento.
“A grande maioria dos participantes avaliou que os riscos para o emprego estavam inclinados para baixo”, diz a ata. “Muitos alertaram que, com a baixa criação líquida de empregos, o mercado de trabalho parece vulnerável a choques adversos.”
No mercado financeiro, a expectativa predominante é que o Fed mantenha as taxas inalteradas pelo resto do ano. Contudo, o cessar-fogo aumentou a probabilidade de um corte futuro.
De modo geral, a economia mostra sinais de desaceleração, levando alguns analistas de Wall Street a aumentar as expectativas de recessão. O PIB cresceu apenas 0,7% no quarto trimestre de 2025 e a previsão para o primeiro trimestre de 2026 é de crescimento de apenas 1,3%.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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