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G20 termina reunião de chanceleres sem acordo sobre segurança internacional
Publicado 31/10/2026 • 20:15 | Atualizado há 36 minutos
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Publicado 31/10/2026 • 20:15 | Atualizado há 36 minutos
KEY POINTS
Divulgação
Os ministros das Relações Exteriores dos países que integram o G20 concluíram neste sábado (31) dois dias de discussões em Atlanta, nos Estados Unidos, sem chegar a um entendimento comum sobre os principais temas de segurança internacional. As divergências envolvendo a guerra entre Rússia e Ucrânia, a crise no Irã e as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos impediram a elaboração de uma posição conjunta.
Ao final do encontro, o grupo não publicou um comunicado assinado por todos os participantes. Em seu lugar, foi divulgada apenas uma declaração da presidência, sem apresentar acordos ou consensos alcançados durante as negociações. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reconheceu as dificuldades para aproximar as posições dos países e afirmou que não há perspectiva de soluções amplamente aceitas para os principais impasses internacionais.
Leia mais: Climão no G20: países se recusam a posar com chanceler russo e foto oficial é cancelada
“Não vou fingir que estamos perto de encontrar soluções universalmente aceitas para esses problemas”, declarou durante uma entrevista coletiva.
Apesar da falta de consenso em questões geopolíticas, Rubio destacou que algumas delegações conseguiram avançar em discussões específicas, especialmente sobre cadeias de suprimentos e minerais críticos.
As diferenças entre os participantes também ficaram evidentes antes mesmo do encerramento das reuniões. A tradicional fotografia oficial dos ministros das Relações Exteriores foi cancelada depois que representantes de países europeus ameaçaram boicotar o registro coletivo caso o chanceler russo, Sergey Lavrov, participasse.
Outro ponto de discordância foi a decisão do governo de Donald Trump de não convidar a África do Sul, país que integra o G20, para participar do encontro em Atlanta.
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Siga o Times | CNBCA situação envolvendo Rússia e Ucrânia esteve entre os principais assuntos das conversas. Rubio afirmou não saber se será possível alcançar uma solução negociada para o conflito e disse não considerar que exista uma perspectiva concreta de acordo neste momento.
Leia mais: Rubio defende proteção de rotas marítimas e cadeias de suprimentos em reunião do G20
Mesmo diante das divergências com Moscou, o secretário americano defendeu a participação russa nas discussões diplomáticas. Ele justificou o convite feito a Lavrov para o encontro em Atlanta e ao presidente Vladimir Putin para a cúpula de dezembro, argumentando que não seria possível buscar uma saída pacífica sem estabelecer diálogo com os dois lados envolvidos na guerra.
A possibilidade de uma nova operação militar dos Estados Unidos contra o Irã também esteve presente nas discussões. Autoridades americanas teriam alertado governos do Oriente Médio sobre a possibilidade de novos ataques após as eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3 de novembro), além do risco de uma resposta militar iraniana.
Nesse contexto, a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz recebeu atenção especial dos ministros. A passagem marítima é considerada estratégica para o comércio internacional de petróleo e representa um ponto sensível diante do aumento das tensões na região.
As reuniões realizadas em Atlanta também serviram como etapa preparatória para a próxima cúpula de líderes do G20, programada para dezembro, na Flórida, sob a presidência de Donald Trump.
O encontro de chefes de Estado deverá reunir novamente os principais representantes das economias integrantes do grupo para discutir questões econômicas, comerciais e geopolíticas. Apesar das tentativas de aproximação diplomática durante os dois dias de reuniões, a ausência de uma declaração conjunta evidencia as dificuldades de construir posições comuns diante dos conflitos e das disputas internacionais atuais.
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