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Líderes do Oriente Médio defendem diálogo para evitar escalada de conflitos entre EUA, Israel e Irã

Publicado 31/10/2026 • 19:30 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Líderes da Arábia Saudita e do Egito defenderam esforços diplomáticos para evitar uma escalada militar envolvendo EUA, Israel e Irã.
  • O chanceler egípcio alertou que uma nova fase do conflito poderá ser ainda mais destrutiva e agravar a instabilidade regional.
  • A Síria anunciou uma reunião com a Jordânia para discutir segurança nas fronteiras e revelou conversas sobre possível adesão ao Pacto de Meca.
Oriente Médio

Foto: AFP

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Autoridades de países do Oriente Médio manifestaram preocupação com o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e defenderam esforços diplomáticos para impedir que a crise evolua para um novo confronto militar de grandes proporções. As declarações foram feitas neste sábado (31), durante um fórum de segurança realizado no Bahrein.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Waleed ElKhereiji, afirmou que existe um movimento regional em busca da retomada da estabilidade e de uma solução para a crise com o Irã. Segundo ele, diferentes iniciativas estão em andamento para evitar uma escalada militar e construir um acordo que permita encerrar as hostilidades.

“Se você olhar para os esforços que todos estão tentando fazer, a mensagem é clara. As pessoas nesta parte do mundo querem trazer a paz de volta à região”, declarou. ElKhereiji também ressaltou que ainda não é possível antecipar os resultados das negociações, especialmente diante do temor de que os confrontos voltem a se intensificar.

Durante o mesmo encontro, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, alertou para as consequências de uma possível ampliação do conflito. Na avaliação do diplomata, uma nova etapa de enfrentamentos poderá provocar danos ainda maiores aos países envolvidos.

“Estamos confiantes de que a segunda rodada será mais perigosa, mais destrutiva e não levará a lugar nenhum”, afirmou.

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Além das preocupações envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, a segurança nas fronteiras também esteve entre os assuntos discutidos no fórum. O ministro das Relações Exteriores da Síria, Assad al-Shibani, declarou que a proteção da região fronteiriça é uma responsabilidade conjunta de seu país e da Jordânia.

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O chanceler anunciou que uma reunião de alto nível entre representantes dos dois países deverá ocorrer no próximo mês. O objetivo será discutir acordos operacionais e mecanismos de cooperação para reforçar a segurança na região. Al-Shibani também afirmou que não existem “escaramuças” entre sírios e jordanianos, apesar do aumento das tensões após ataques realizados pela Jordânia em território sírio.

Segundo o governo jordaniano, as operações militares realizadas na semana anterior resultaram na morte de 20 integrantes do grupo extremista Estado Islâmico. Amã, no entanto, reconheceu que civis também foram atingidos. Já autoridades sírias informaram que sete pessoas morreram, a maioria mulheres e crianças.

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Outro tema abordado por Assad al-Shibani foi a possibilidade de a Síria integrar o Pacto de Meca, uma iniciativa de cooperação em defesa liderada pela Arábia Saudita e que também envolve Turquia e Paquistão.

O ministro informou que Damasco mantém conversas para avaliar uma possível adesão ao mecanismo. Segundo ele, independentemente da participação síria, existe a necessidade de estabelecer uma estrutura regional capaz de proteger os países e ampliar a segurança coletiva.

“Quer a Síria faça parte ou não, o país entende que a região necessita de uma estrutura que proteja sua segurança”, declarou.

As manifestações dos representantes árabes ocorreram em meio ao aumento das preocupações com a estabilidade do Oriente Médio e à busca por alternativas diplomáticas para evitar novos confrontos na região.

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