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Governo Trump avança com acordo de US$ 24,3 bilhões para venda de caças à Arábia Saudita enquanto houthis intensificam ataques

Publicado 18/09/2026 • 11:00 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • O governo Trump aprovou a venda de 48 caças F-35 à Arábia Saudita, incluindo motores e outras peças, em um acordo de US$ 24,3 bilhões.
  • O acordo ocorre enquanto os houthis, apoiados pelo Irã, intensificam os ataques contra a Arábia Saudita e buscam controlar o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.
  • O Congresso tem 30 dias para analisar o acordo, enquanto parlamentares levantam preocupações sobre uma possível transferência de tecnologia militar americana sensível e os vínculos de Riad com a China.
Donald Trump

Foto: AFP

O governo de Donald Trump aprovou a possível venda de quase 50 caças F-35 para a Arábia Saudita, em um acordo de US$ 24,3 bilhões.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a possível venda de quase 50 caças F-35 para a Arábia Saudita, em um acordo de US$ 24,3 bilhões que representa um importante reforço para o reino enquanto o país enfrenta ataques cada vez mais intensos dos houthis, apoiados pelo Irã, no Iêmen.

O pacote, anunciado na quinta-feira, inclui a venda de 48 caças F-35 da Lockheed Martin, considerados as aeronaves de combate mais avançadas do mundo, além de 49 motores da Pratt & Whitney e outras peças.

“A venda proposta apoiará os objetivos de política externa e segurança nacional dos Estados Unidos ao melhorar a segurança de um importante aliado que não integra a Otan e que é uma força de estabilidade política e progresso econômico na região do Golfo”, afirmou o Departamento de Estado em comunicado.

O anúncio ocorre enquanto os houthis intensificaram recentemente os ataques contra alvos na Arábia Saudita e lançaram uma ofensiva terrestre rápida para exercer controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico de passagem do petróleo.

O governo Trump afirmou que o acordo proposto ajudaria a melhorar a capacidade de Riad de dissuadir ameaças atuais e futuras, mas “não alteraria o equilíbrio militar na região” — em referência a uma política de longa data dos Estados Unidos segundo a qual Israel deve manter uma vantagem militar sobre potenciais rivais no Oriente Médio.

Leia também: Trump aprova venda de US$ 2,8 bilhões em armas para Israel

O Congresso tem 30 dias para analisar ou tentar bloquear o acordo, e alguns parlamentares já manifestaram preocupações.

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O deputado Raja Krishnamoorthi, democrata de Illinois, afirmou que os Estados Unidos não deveriam avançar com o acordo neste momento, “quando nossa própria comunidade de inteligência está alertando que isso poderia colocar as joias da coroa da tecnologia militar americana ao alcance do Partido Comunista Chinês”.

Em uma declaração nas redes sociais, Krishnamoorthi acrescentou: “Não devemos vender nosso caça mais avançado para qualquer lugar onde o Partido Comunista Chinês possa ter acesso à tecnologia existente dentro dele.”

O Congresso já havia questionado anteriormente acordos de venda de armas para Riad após o assassinato, em 2018, do jornalista saudita Jamal Khashoggi, um crítico de destaque do reino.

Em maio do ano passado, Trump havia elogiado a Arábia Saudita e seus líderes depois que a Casa Branca anunciou um compromisso do reino de investir US$ 600 bilhões em uma série de acordos com os Estados Unidos.

Entre os acordos estava uma negociação de quase US$ 142 bilhões em vendas de equipamentos de defesa, que, segundo a Casa Branca na época, forneceria “equipamentos e serviços militares de última geração de mais de uma dúzia de empresas americanas de defesa”.

Trump, que mantém uma relação próxima com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, havia recebido o príncipe na Casa Branca em novembro.

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