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Trump aprova venda de US$ 2,8 bilhões em armas para Israel
Publicado 17/09/2026 • 07:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 07:15 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução / Instagram
O governo de Donald Trump aprovou uma venda de armas para Israel estimada em US$ 2,8 bilhões. O pacote inclui 40 mil bombas de aproximadamente uma tonelada, em uma das maiores entregas de munições dos Estados Unidos ao país nos últimos anos, segundo informações do The New York Times.
A proposta ocorre enquanto Israel enfrenta críticas internacionais pelo uso de munições pesadas em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano. O tamanho do acordo também chama atenção porque parte dessas bombas havia sido retida pelo governo de Joe Biden em 2024 devido a preocupações sobre seu emprego em áreas com grande concentração de civis.
O pacote prevê 20 mil bombas MK-84 e outras 20 mil BLU-117. As duas versões pesam cerca de 2.000 libras, o equivalente a aproximadamente 907 quilos.
Além disso, a negociação inclui 20 mil ogivas penetradoras I-2000, desenvolvidas para atingir estruturas protegidas. Esse tipo de munição consegue atravessar materiais como solo, rocha e concreto antes de explodir, sendo utilizado contra estruturas subterrâneas e bunkers.
O impacto das bombas de 2.000 libras está entre os principais motivos para a preocupação de organizações de direitos humanos e de governos estrangeiros. Uma explosão desse porte pode atingir uma área extensa e provocar danos significativos em regiões densamente povoadas.
Israel já utilizou bombas desse tipo em Gaza e no Líbano. A utilização de munições pesadas em áreas civis gerou críticas diante do número de vítimas provocadas durante a guerra iniciada após os ataques do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.
O Departamento de Estado encaminhou a proposta para duas comissões do Congresso como parte do processo de revisão informal. O órgão, porém, afirmou que não confirma nem comenta possíveis vendas de armas antes de uma notificação formal ao Congresso.
Mesmo com a análise parlamentar, o governo Trump dispõe de mecanismos para acelerar a operação. O secretário de Estado, Marco Rubio, pode recorrer a poderes de emergência, como ocorreu em outras vendas de armas para Israel.
Caso a administração avance dessa maneira, Câmara e Senado teriam de aprovar uma resolução para tentar bloquear o acordo. Para superar um eventual veto presidencial, seria necessário o apoio de dois terços dos parlamentares em cada uma das casas.
A produção e a entrega de grandes quantidades de munição normalmente levam meses ou até anos. O governo americano, contudo, pode adotar medidas para acelerar o processo.
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A decisão amplia uma política que Trump retomou depois de assumir o cargo em janeiro de 2025. No ano anterior, Biden havia suspendido o envio de bombas de 2.000 libras para Israel por preocupação com o uso dessas munições em áreas civis densamente povoadas.
Poucos dias depois de retornar à Casa Branca, Trump permitiu que o envio prosseguisse. Em fevereiro de 2025, seu governo também aprovou outro pacote de aproximadamente US$ 2,7 bilhões (aproximadamente R$ 14,42 bilhões) que incluía cerca de 35 mil bombas MK-84 e BLU-117.
Os Estados Unidos mantêm uma ajuda militar anual de US$ 3,8 bilhões (R$ 19,58 bilhões) para Israel. Desse total, US$ 3,3 bilhões (R$ 17 bilhões) correspondem principalmente a financiamento usado pelo país para comprar equipamentos militares americanos. Outros US$ 500 milhões (R$ 2,57 bilhões) são destinados a programas conjuntos de defesa antimísseis.
A nova venda ocorre apesar do aumento das críticas à política israelense entre parte dos americanos. A oposição também aparece entre integrantes do Partido Democrata no Congresso, alguns dos quais defendem o fim da ajuda militar dos Estados Unidos a Israel em razão das mortes de civis em Gaza.
A insatisfação também alcançou setores tradicionalmente alinhados a Trump. O ex-apresentador da Fox News Tucker Carlson criticou publicamente Israel e questionou o apoio americano às operações militares do país.
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Ao mesmo tempo, Israel afirma que combatentes do Hamas, em Gaza, e do Hezbollah, no Líbano, atuam em meio à população civil e utilizam estruturas subterrâneas. Segundo essa justificativa, algumas operações exigiriam munições capazes de atingir bunkers e túneis.
Ex-funcionários e analistas militares americanos, porém, questionam se alternativas menos destrutivas poderiam ser utilizadas em determinadas operações.
A nova venda, portanto, amplia o fornecimento de munições pesadas dos Estados Unidos a Israel enquanto o governo Trump mantém o apoio militar ao país e, paralelamente, enfrenta divergências com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre operações israelenses na região.
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