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Guerra pode levar à pior crise industrial da história, alerta Câmara de Comércio Internacional
Publicado 25/03/2026 • 16:20 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 25/03/2026 • 16:20 | Atualizado há 7 meses
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A guerra no Oriente Médio pode desencadear a pior crise industrial da história, segundo alertou nesta quarta-feira (25) o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. Para ele, o cenário vai além da alta de custos e já compromete a produção global.
“Do ponto de vista empresarial, acreditamos que esta poderá se tornar a pior crise industrial da história”, afirmou Denton. Ele destacou que, além do aumento dos preços da energia, há uma interrupção e desorganização da produção industrial, causada pela escassez de gás e de insumos essenciais.
Os efeitos do conflito já são sentidos em diversos segmentos. Denton citou que o diretor da Agência Internacional de Energia alertou para uma crise energética mais grave do que a dos anos 1970, durante participação em painel ao lado da diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala.
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No ambiente corporativo, o impacto já é evidente. “Grandes empresas estão invocando força maior em contratos e reduzindo a produção”, disse Denton, ressaltando que as dificuldades atingem setores de energia, químicos e cadeias de suprimentos críticas.
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Siga o Times | CNBCA situação se agravou com o bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã, rota por onde passava cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do início da guerra, desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro.
Segundo Denton, os impactos não se limitam à indústria e já chegam ao campo. “As interrupções no comércio de fertilizantes representam um risco muito real para a próxima safra”, afirmou, destacando a escassez de suprimentos e a alta de preços, especialmente em regiões como a África.
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De acordo com a OMC, o bloqueio do estreito compromete o fluxo de fertilizantes, dos quais cerca de um terço das exportações globais passa pela região. Denton reforçou a necessidade de ação coordenada. “É vital que a comunidade internacional restabeleça a navegação comercial no Golfo com segurança” e aja rapidamente para mitigar os impactos sobre a economia real, concluiu.
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