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Guerra sem tropas terrestres amplia custo político e econômico para Trump

Publicado 27/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Especialista diz que conflito já se aproxima de 60 dias sem objetivo político claro para os Estados Unidos.
  • Na avaliação dele, Trump enfrenta obstáculos criados pela saída dos EUA do acordo nuclear de 2015.
  • Pressão sobre o petróleo e custo da guerra podem pesar mais que o fator militar no desfecho do conflito.

O conflito entre Estados Unidos e Irã se prolonga sem o envio de tropas terrestres, mas com uso intensivo de drones e mísseis, em uma dinâmica que amplia custos econômicos e desgaste político para o governo americano. É o que afirma Robinson Farinazzo, especialista em guerra, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Farinazzo disse que a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de buscar um novo acordo nuclear enfrenta obstáculos ligados às próprias decisões tomadas por Washington nos últimos anos.

“Havia um acordo assinado em 2015 que o Trump rasgou em 2018. Agora, a situação se agravou porque o Estreito de Ormuz está fechado. É difícil saber o que ele quer efetivamente e até que ponto o Irã está disposto a ceder a demandas maximalistas”, afirmou.

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Na avaliação de Farinazzo, o custo tecnológico da guerra já impacta a economia dos Estados Unidos, especialmente por meio dos preços de energia. Ele afirmou que, mesmo com a retórica de autossuficiência energética de Trump, produtores privados seguem a lógica dos preços internacionais.

“Os americanos estão sentindo na bomba os efeitos dessa guerra. Embora Trump diga que têm todo o petróleo que precisam, os produtores privados seguem os preços internacionais, e o consumidor final paga a conta. Se essa guerra se prolongar, o governo pode derreter”, disse.

Farinazzo também apontou o que considera um erro de cálculo estratégico do Pentágono e da Casa Branca. Para ele, Washington subestimou a capacidade de resistência iraniana e entrou no conflito sem apresentar um objetivo político claro.

“O Trump achou que o Irã seria como as operações na Venezuela, uma campanha rápida de um final de semana, mas já estamos indo para 60 dias. Não há um objetivo político definido e a própria opinião pública americana não entende os objetivos reais dessa guerra”, afirmou.

Segundo o especialista, o Irã pode tentar usar a duração do conflito como vantagem. Ele citou a guerra entre Irã e Iraque, que durou oito anos, como exemplo da capacidade iraniana de sustentar confrontos prolongados.

“O Irã enfrentou o Iraque por oito anos e a guerra terminou em um impasse. Eles sabem que, se arrastarem esse confronto por mais alguns meses, a pressão interna sobre Trump aumentará drasticamente, podendo levar até a um processo de impeachment”, disse.

Farinazzo afirmou ainda que o conflito pressiona alianças tradicionais dos Estados Unidos. Segundo ele, há resistência de aliados em ampliar o envolvimento militar, enquanto outras potências buscam proteger seus próprios interesses estratégicos na região.

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“Houve uma fratura dentro da Otan e aliados como o Reino Unido estão reticentes em enviar navios. Enquanto isso, a China envia embarcações para proteger suas rotas, o que fragiliza a posição americana e mostra que os países do Golfo estão pagando o ônus da guerra sem a devida proteção”, afirmou.

Para o especialista, o fator decisivo para o fim das hostilidades tende a ser econômico e financeiro, mais do que militar. A pressão sobre o preço do petróleo, segundo ele, pode aumentar o custo político da guerra para Trump.

“A pressão do preço do petróleo em cima de Trump será enorme. Campanhas americanas são bilionárias e muitos financiadores estão tendo prejuízos reais. Eles vão pressionar o presidente para encerrar o conflito, pois o custo político e financeiro está se tornando insustentável”, disse.

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