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Imigrantes estão por trás das 6 maiores empresas de I.A dos EUA

Publicado 28/08/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • OpenAI, Anthropic, xAI, Perplexity, SSI e Thinking Machines têm ao menos um fundador nascido fora dos EUA.
  • Fundadores de diferentes países ajudaram a formar o atual núcleo da indústria americana de I.A.
  • Capital, infraestrutura e talentos estrangeiros reforçam a posição dos EUA na corrida pela inteligência artificial.
EUA

Foto: unsplash

A liderança dos Estados Unidos na corrida pela inteligência artificial também tem origem fora do país. Um levantamento da Jumpstart mostra que imigrantes participaram da fundação das seis empresas americanas que atualmente disputam a fronteira da I.A.

OpenAI, Anthropic, xAI, Perplexity, Safe Superintelligence (SSI) e Thinking Machines Lab têm, cada uma, pelo menos um fundador nascido fora dos Estados Unidos. O dado evidencia o peso do talento internacional na formação do setor americano de inteligência artificial.

Leia também: EXCLUSIVO: Estudo aponta que todas as novas gigantes americanas de IA têm fundadores nascidos fora dos EUA

Fundadores vieram de diferentes países

A OpenAI é um dos principais exemplos dessa presença internacional. Entre seus fundadores estão Elon Musk, nascido na África do Sul; Ilya Sutskever, na Rússia; Andrej Karpathy, na Eslováquia; Durk Kingma, nos Países Baixos; e Wojciech Zaremba, na Polônia.

Além desses nomes, o levantamento identificou fundadores nascidos na Índia, no Reino Unido e na Albânia entre as demais empresas analisadas. Assim, a formação das principais companhias de I.A dos Estados Unidos reúne profissionais de diferentes partes do mundo.

Essa característica ganha relevância porque a OpenAI também se tornou um ponto de conexão entre várias das novas empresas do setor. Ex-integrantes da companhia participaram posteriormente da criação da Anthropic, xAI, Perplexity, SSI e Thinking Machines Lab.

I.A. aproxima ex-integrantes da OpenAI

A circulação de profissionais ajuda a explicar como uma comunidade relativamente pequena de pesquisadores e executivos passou a ocupar posições estratégicas em diferentes companhias.

Ilya Sutskever deixou a OpenAI para fundar a SSI. Mira Murati, nascida na Albânia, criou a Thinking Machines Lab depois de deixar a empresa. Já Aravind Srinivas, nascido na Índia, passou pela OpenAI antes de fundar a Perplexity. Elon Musk, que nasceu na África do Sul, foi cofundador da OpenAI e posteriormente criou a xAI.

Com isso, o desenvolvimento da inteligência artificial passou a reunir empresas diferentes, mas conectadas pela trajetória de seus pesquisadores e executivos.

Capital acompanha os talentos

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A concentração de profissionais também veio acompanhada de grandes volumes de capital. A OpenAI já superava US$ 25 bilhões (cerca de R$ 129 bilhões) em receita anualizada em fevereiro de 2026. Em maio, a Anthropic informou receita anualizada de US$ 47 bilhões (R$ 242 bilhões).

Enquanto isso, empresas mais novas também conseguiram levantar cifras bilionárias. A SSI captou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em 2024 e alcançou uma avaliação estimada em US$ 32 bilhões (R$ 165 bilhões) em 2025. A Thinking Machines Lab levantou US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em uma rodada seed e chegou a um valuation de US$ 12 bilhões (R$ 61 bilhões).

Os valores, porém, não significam que as seis companhias tenham o mesmo tamanho ou estágio de desenvolvimento. Algumas já possuem negócios de escala global, enquanto outras ainda estão mais concentradas em pesquisa.

Imigração ganha peso na corrida pela I.A

O levantamento não permite concluir que a imigração, sozinha, explique a liderança dos Estados Unidos na inteligência artificial. O estudo mostra, entretanto, que o país conseguiu reunir pesquisadores e empreendedores estrangeiros com capital, universidades, infraestrutura computacional e um mercado capaz de transformar conhecimento em negócios.

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Para Fabiano Rocha, CEO e fundador da Jumpstart, a trajetória dessas empresas mostra que a liderança americana em I.A não foi construída apenas com talentos formados nos Estados Unidos.

Nesse cenário, a capacidade de atrair profissionais de diferentes países pode se tornar uma vantagem estratégica para os EUA. O fator ganha ainda mais peso diante da decisão do governo de Donald Trump de revalidar a taxa de US$ 100 mil (R$ 516 mil) para novos pedidos do visto H-1B, uma das principais vias de entrada de profissionais qualificados no país.

Assim, enquanto os Estados Unidos concentram capital, infraestrutura e mercado, o levantamento da Jumpstart mostra que parte relevante do conhecimento responsável pelo avanço de suas maiores empresas de I.A veio de fora.

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