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Inflação nos EUA desacelera no núcleo e reforça cautela do Fed sobre juros

Publicado 13/01/2026 • 12:46 | Atualizado há 2 horas

Inflação nos EUA desacelera no núcleo e reforça cautela do Fed sobre juros

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Inflação nos EUA desacelera no núcleo e reforça cautela do Fed sobre juros

A inflação nos Estados Unidos mostrou novo sinal de desaceleração em dezembro, com o núcleo do índice de preços ao consumidor abaixo das expectativas do mercado. Apesar disso, o patamar ainda acima da meta mantém o Federal Reserve em modo de cautela sobre novos cortes de juros.

O índice de preços ao consumidor (CPI) núcleo – que exclui alimentos e energia – avançou 0,2% em dezembro e 2,6% em 12 meses, segundo o Bureau of Labor Statistics. Ambos os resultados ficaram 0,1 ponto percentual abaixo das projeções.

Para o Fed, a inflação núcleo é considerada um indicador mais relevante para avaliar a tendência de longo prazo dos preços.

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Inflação cheia fica em linha com projeções

Na leitura cheia, o CPI subiu 0,3% no mês, levando a taxa anual para 2,7%, exatamente em linha com o consenso do mercado. A meta do Fed é de 2% ao ano, o que indica avanço na convergência, ainda que incompleta.

Após a divulgação dos dados de inflação, os futuros das bolsas americanas subiram e os rendimentos dos Treasuries recuaram.

Moradia e serviços mantêm pressão inflacionária

Entre os componentes, o custo de moradia voltou a ser o principal fator de pressão, com alta de 0,4% no mês e avanço anual de 3,2%. A categoria responde por mais de um terço do peso do índice.

Os preços de alimentos subiram 0,7% em dezembro, apesar da forte queda nos ovos, que recuaram 8,2% no mês e quase 21% em 12 meses. Serviços como lazer, passagens aéreas e saúde também seguiram pressionados.

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Bens mostram sinais de deflação

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram comportamento deflacionário. Veículos usados caíram 1,1% e o índice de comunicação recuou 1,9%. Os preços de veículos novos ficaram estáveis.

A inflação em bens segue contida, mesmo diante das tarifas comerciais do presidente Donald Trump, cujo impacto, segundo analistas, tem sido limitado até agora.

Mercado vê Fed em modo espera

Com o dado de inflação, o mercado manteve a aposta de que o Fed deve manter os juros inalterados na reunião deste mês, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group. A expectativa majoritária é de que um novo corte só seja considerado a partir de junho.

O Fed reduziu os juros três vezes no segundo semestre de 2025 e agora avalia os efeitos dessas decisões sobre a economia.

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Análise do mercado sobre a inflação

Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o dado confirma uma trajetória de desaceleração, mas ainda sem espaço para ação imediata do banco central.

Segundo ele, a inflação “segue perdendo força, mas ainda não deu um sinal verde definitivo para cortes de juros”. O estrategista destaca que o custo de moradia permanece como um dos principais entraves e que, apesar de sinais de deflação em bens, serviços continuam pressionados.

Na avaliação do mercado, o resultado ajuda o cenário para juros mais baixos no médio prazo, mas não altera a expectativa de manutenção da taxa básica no curto prazo.

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