Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Juros nos EUA: Autoridade do Fed pede paciência e quer prova de recuo da inflação
Publicado 06/03/2026 • 19:13 | Atualizado há 8 meses
ALERTA DE MERCADO:
Bolsa tem pior semana pós eleição em 37 anos e acumula queda de 18%
Binance: o que sabemos sobre ataque hacker e quais devem ser os próximos passos
Chevron e Exxon veem lucros aumentarem na casa dos 200% com a disparada dos preços do diesel em meio a guerras
Nvidia rebate suspeita de espionagem chinesa ligada a Jensen Huang e diz que acusações foram investigadas e descartadas
Eleições pelo mundo colocam à prova a influência de Trump no exterior
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Eli Lilly prevê economia de US$ 25 bilhões aos EUA com expansão de medicamentos contra obesidade
Publicado 06/03/2026 • 19:13 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A dirigente do Federal Reserve (Fed) Susan Collins
A dirigente do Federal Reserve (Fed) Susan Collins, que preside a unidade do banco central em Boston, afirmou nesta sexta-feira (6) que a autoridade monetária deve manter a política de juros como está por enquanto, enquanto avalia com mais segurança se a inflação nos Estados Unidos realmente caminha de forma sustentada para a meta oficial de 2%.
Em discurso preparado, Collins declarou que “não vê urgência para ajustes adicionais de política” e ressaltou que pretende “buscar evidências claras de que a inflação está se movendo de forma duradoura para a meta de 2%” estabelecida pelo Federal Reserve.
A dirigente avaliou ainda que a política monetária atual está bem posicionada, acrescentando que as taxas de juros devem permanecer moderadamente restritivas por algum tempo, enquanto o banco central acompanha a evolução dos indicadores econômicos.
Leia também: Trump nomeia Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve
No mercado de trabalho, Collins observou que a taxa de desemprego de 4,4% em fevereiro continua baixa em termos históricos e permaneceu relativamente estável nos últimos meses, indicando um cenário ainda sólido.
Ela destacou, porém, que 2025 registrou sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho, principalmente por causa da desaceleração nas contratações, embora o quadro geral continue equilibrado.
Para 2026, Collins projeta crescimento econômico sólido, sustentado por condições financeiras favoráveis, cortes de impostos e investimentos empresariais, incluindo gastos relacionados à inteligência artificial. Mesmo assim, ela acredita que a criação de empregos pode seguir moderada, embora exista espaço para alguma aceleração após o período recente de contratações mais fracas.
No campo da inflação, a dirigente alertou que as perspectivas seguem incertas e com riscos de alta. Segundo ela, tarifas comerciais recentes já pressionaram os preços de bens, e novos aumentos tarifários poderiam intensificar essas pressões inflacionárias.
Leia também: Dirigente do Fed vê risco de alta da inflação nos EUA com conflito no Oriente Médio
Apesar desses fatores, Collins afirmou esperar que a inflação diminua gradualmente ao longo do tempo. Em seu cenário-base, o processo de desinflação deve retomar ainda este ano, embora a demanda possa continuar pressionando os preços e retardar o retorno à meta de 2%.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA presidente do Federal Reserve de Boston afirmou que as perspectivas econômicas dos Estados Unidos continuam cercadas por incertezas, agravadas por fatores recentes como tensões geopolíticas e hostilidades no Oriente Médio.
De acordo com Collins, o crescimento econômico em 2025 foi mais forte do que muitos analistas esperavam, mesmo diante de obstáculos como mudanças em políticas tarifárias, restrições à imigração e um prolongado shutdown do governo.
Ela ressaltou, contudo, que diferentes segmentos da economia enfrentam condições distintas, observando que famílias de renda mais baixa continuam sob maior pressão financeira.
Leia também: Diretor do Fed diz que inflação não é problema e aposta em cortes de juros com apoio da IA
Apesar da expansão da atividade econômica, o mercado de trabalho mostrou moderação ao longo do último ano. Collins destacou que a criação de empregos ficou bem abaixo do ritmo observado em anos anteriores, mesmo sem a economia ter entrado em recessão.
Segundo a dirigente, parte desse movimento pode refletir tanto o ambiente de incerteza econômica quanto ganhos de produtividade nas empresas. Ela citou avanços tecnológicos, incluindo inteligência artificial, automação e melhorias em processos produtivos, como fatores que têm aumentado a eficiência das operações.
Na avaliação de Collins, a produtividade do trabalho passou a crescer mais rapidamente desde a pandemia de covid-19, superando o ritmo observado antes da crise sanitária. Para ela, essas mudanças refletem transformações tecnológicas e organizacionais em diversas empresas.
A dirigente concluiu afirmando que ainda é cedo para medir totalmente os efeitos dessas transformações, especialmente em relação ao impacto futuro sobre a demanda por mão de obra.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Binance promete cobrir perdas após maior ataque hacker da história, de US$ 6,3 bilhões; empresas de segurança atribuem ação a grupos da Coreia do Norte
2
Cotado para Fazenda, Rafael Fonteles diz que Lula buscará equilíbrio fiscal sem cortar programas sociais
3
Dívida externa avança 27,4% na gestão Lula, supera as reservas e Brasil deixa de ser credor externo líquido após 19 anos
4
Banco Central decreta liquidação da MW Pay, instituição ligada a bets, por violações graves às normas do sistema de pagamentos
5
Carta de Flávio isola tese de fraude e encontra resistência até entre aliados e partidos da direita
Trump não pretende apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, dizem fontes próximas ao governo americano
Países não têm amigos, têm interesses: a lição de Trump para Flávio Bolsonaro e María Corina Machado