Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Inflação nos EUA pode manter juros elevados e pressionar economia brasileira
Publicado 10/06/2026 • 12:48 | Atualizado há 2 horas
Bill Gates presta depoimento ao Congresso dos EUA em investigação sobre Jeffrey Epstein
Índices futuros do Dow Jones caem 400 pontos após Trump afirmar que o Irã demorou demais nas negociações
O que vem a seguir para a BP? Saídas na liderança colocam à prova a confiança dos investidores na supervisão do conselho
GM mira em nova química de baterias para impulsionar seus negócios de data centers com IA e armazenamento de energia
IPO da SpaceX: preço está definido, mas distribuição das ações para investidores de varejo ainda é incerta
Publicado 10/06/2026 • 12:48 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A disparada da inflação nos Estados Unidos para 4,2%, o maior nível desde 2023, aumenta os riscos de manutenção ou até de novas altas dos juros americanos, com reflexos diretos sobre o Brasil, afirma João Lucas Tonelo, analista de investimentos da Nomos. Segundo ele, o cenário tende a pressionar o câmbio, reduzir a atratividade dos mercados emergentes e dificultar uma queda dos juros domésticos.
Para o especialista, a aceleração dos preços está fortemente relacionada ao aumento dos custos de energia e combustíveis. “Cerca de 60% dessa alta veio justamente através dos combustíveis, seguido de energia”, afirmou nesta quarta-feira (10) em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Tonelo destaca que o dado preocupa não apenas pelo número em si, mas pelos seus desdobramentos sobre a política monetária americana. “Sim, me preocupa porque é o maior número desde 2023”, disse.
Leia também: Inflação dos EUA sobe 4,2% em maio na comparação anual, maior alta em três anos
Na avaliação do analista, uma inflação mais elevada reduz o espaço para cortes de juros nos Estados Unidos e torna os títulos públicos americanos mais atrativos para investidores globais.
“Quando a gente tem os Estados Unidos com taxas de juros mais altas, os Treasuries americanos se tornam mais atrativos. E, sendo mais atrativos, acaba saindo dinheiro dos emergentes, inclusive do Brasil”, explicou.
Segundo ele, esse movimento tende a provocar efeitos em cadeia sobre os mercados brasileiros. “A gente tem queda na nossa bolsa, valorização do dólar e uma procura maior pelos Treasuries”, afirmou.
Leia também: Alta do petróleo desafia Bancos Centrais e reduz eficácia dos juros no combate à inflação
Tonelo observa que o cenário já tem sido percebido pelos investidores. “Hoje já vimos o dólar bater R$ 5,22 e, recentemente, estávamos discutindo níveis próximos de R$ 5,04 e R$ 5,05”, destacou.
O especialista também acompanha com atenção a chegada de Kevin Warsh ao comando do Federal Reserve, substituindo Jerome Powell.
Embora a expectativa inicial do mercado fosse de uma postura mais favorável à redução dos juros, Tonelo avalia que o histórico do novo presidente aponta para uma atuação mais rigorosa no combate à inflação.
“A gente fez um estudo sobre as falas do Kevin Warsh e ele é um cara que tem uma mão pesada. Ele não é alguém que iria diminuir juros a qualquer custo”, afirmou.
Segundo ele, a combinação entre mercado de trabalho aquecido e inflação elevada fortalece a possibilidade de aperto monetário adicional. “Se eu tivesse que fazer uma aposta, diria alta de juros nos Estados Unidos pelo menos uma vez ao longo do ano”, disse.
Para o analista, o impacto sobre a economia brasileira dependerá, em grande parte, da sinalização que o Federal Reserve fará nos próximos meses. “A chave vai estar no discurso do Kevin Warsh no dia 17 de junho”, afirmou.
Leia também: Queda de 2,01% na gasolina desacelera inflação ao consumidor no IGP-DI de maio
Segundo ele, uma postura mais dura do banco central americano pode ampliar as dificuldades para o Brasil. “Se ele sinalizar uma alta de juros neste ano, certamente a gente tem um problema aqui dentro, que pode inclusive levar a uma alta de juros no Brasil”, avaliou.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GooglePor outro lado, Tonelo acredita que uma comunicação mais moderada poderia aliviar parte das tensões observadas nos mercados financeiros.
O analista também vê um ambiente menos favorável para a bolsa brasileira no curto prazo, diante da migração de recursos para mercados considerados mais seguros ou para regiões que concentram o crescimento ligado à inteligência artificial. “A demanda dos investidores emergentes está um pouco mais alinhada para a Ásia agora, não tanto para o Brasil”, afirmou.
Segundo ele, o forte fluxo estrangeiro registrado anteriormente ajudou a impulsionar o mercado brasileiro, mas o movimento pode perder força diante da nova conjuntura internacional.
Leia também: Ameaça de tarifas dos EUA amplia incerteza e pressiona projeções para dólar, inflação e juros
“Quando entra muito dinheiro dos Estados Unidos, nossa bolsa sobe rapidamente. Mas na saída acontece a mesma coisa. Eu ainda vejo um cenário um pouco pesado para a bolsa brasileira por mais tempo”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
Sem ganhador, Mega-Sena acumula e próximo sorteio pagará R$ 8 milhões
3
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
4
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro
5
Operação coordenada conecta Vorcaro e Tanure para inflar artificialmente ações da Ambipar