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Falha no controle aéreo britânico causa novos cancelamentos de voos; autoridades descartam hipótese de ataque cibernético

Publicado 09/09/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A NATS informou que a falha não apresenta sinais de ter sido provocada por hackers.
  • Novos cancelamentos atingiram principalmente Heathrow após o grande volume de cancelamentos registrado no dia anterior.
  • O governo britânico quer detalhes sobre a origem da falha e medidas para evitar novas interrupções.

Wikimedia Commons.

O grupo IAG, controlador da British Airways, teve queda no lucro no segundo tri, pressionado pela alta nos custos do combustível de aviação.

Uma falha técnica no sistema de controle de tráfego aéreo do Reino Unido continuou afetando aeroportos na manhã desta quarta-feira, com novas suspensões de voos e reflexos para milhares de passageiros. O serviço responsável pelo controle do espaço aéreo britânico descartou, até o momento, a possibilidade de um ataque cibernético.

Segundo o site de rastreamento FlightRadar24, 177 voos foram cancelados em aeroportos britânicos nesta quarta. A maior parte das ocorrências foi registrada no aeroporto de Heathrow, em Londres, o mais movimentado do país.

Os novos cancelamentos se somam aos cerca de 1,3 mil voos suspensos na terça-feira, quando a pane provocou uma ampla interrupção das operações. A British Airways informou que dezenas de milhares de seus clientes foram atingidos pelos problemas.

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Investigação busca origem da falha

O diretor da National Air Traffic Services (NATS), Martin Rolfe, afirmou à BBC que a investigação inicial afastou a hipótese de ciberataque. “Não acreditamos que tenha sido um ataque cibernético”, declarou.

Segundo Rolfe, a entidade fará uma análise detalhada para identificar a origem do problema. A NATS já havia alertado que a normalização das operações não seria imediata, mesmo depois da retomada dos sistemas.

O executivo também disse assumir “total responsabilidade” pelo episódio. Questionado sobre uma eventual saída do cargo, porém, evitou antecipar qualquer decisão.

A secretária de Transportes do Reino Unido, Heidi Alexander, convocou Rolfe para prestar esclarecimentos. Ela afirmou que pretende obter garantias de que as causas serão apuradas e de que os sistemas usados pela aviação britânica têm capacidade para evitar novas interrupções de grande porte.

A companhia aérea Ryanair adotou um tom mais crítico. O diretor de operações da empresa, Neal McMahon, defendeu a demissão do responsável pela NATS e afirmou que o episódio prejudicou os passageiros britânicos.

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Heathrow retoma operações, mas alerta para atrasos

O aeroporto de Heathrow informou que as decolagens foram retomadas ainda na terça-feira, depois de a falha obrigar a suspensão temporária de pousos. Apesar da reabertura, a administração advertiu que atrasos e cancelamentos poderiam continuar durante o processo de reorganização da malha aérea.

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Passageiros foram orientados a confirmar a situação dos voos diretamente com as companhias antes de se deslocarem aos aeroportos.

Além de Heathrow e Gatwick, terminais em Liverpool, Birmingham e Edimburgo registraram impactos. Em Dublin, na Irlanda, dezenas de voos também foram cancelados em consequência da desorganização do tráfego aéreo britânico.

A Ryanair informou que mais de 65 mil passageiros da companhia foram afetados e que mais de 50 voos precisaram ser cancelados.

Passageiros relatam horas de espera

A interrupção também provocou longos períodos de espera dentro de aeronaves e terminais. A profissional de saúde Josie Donoghue relatou que permaneceu cerca de três horas em um avião no aeroporto de Gatwick antes de os passageiros serem retirados da aeronave.

Ela classificou a situação como “um pesadelo absoluto” e descreveu dificuldades para deixar o aeroporto após o cancelamento da viagem para a Irlanda.

Os efeitos chegaram ainda ao futebol europeu. O Arsenal, que viajaria à Itália para enfrentar o Napoli pela Liga dos Campeões, precisou cancelar uma entrevista coletiva depois que o voo da equipe sofreu atraso.

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Histórico recente de interrupções

A nova falha aumenta a pressão sobre o sistema britânico de controle aéreo, que já havia enfrentado episódios semelhantes nos últimos anos. Em 2025, um problema técnico levou ao cancelamento de dezenas de voos com origem ou destino no Reino Unido.

Em 2023, uma falha de maior proporção afetou mais de 700 mil passageiros, com centenas de operações atrasadas ou canceladas.

Diante do novo episódio, a NATS pediu desculpas aos viajantes e reconheceu o impacto da interrupção. “Sabemos que isso é extremamente frustrante”, afirmou a organização.

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