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Irã amplia repressão com três novas execuções ligadas a protestos
Publicado 08/11/2026 • 18:45 | Atualizado há 14 minutos
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Publicado 08/11/2026 • 18:45 | Atualizado há 14 minutos
KEY POINTS
Foto: Iran Human Rights
Três homens foram executados no Irã neste domingo (8) após condenações relacionadas às manifestações contra o governo realizadas em janeiro. O Judiciário do país afirma que eles atuaram em favor de Israel e dos Estados Unidos durante os protestos.
As penas impostas a Hassan Divband, Hamid Kazemi e Reza Zanganeh foram cumpridas depois de confirmadas pela Suprema Corte, segundo o portal Mizan Online, ligado ao Poder Judiciário iraniano.
A Iran Human Rights (IHR), organização sediada na Noruega, afirma que o total de homens executados em processos associados à onda de manifestações chegou a pelo menos 39. A entidade adverte que outras pessoas ainda podem receber sentenças de morte.
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Segundo o Mizan Online, os três condenados participaram de operações atribuídas pelo governo iraniano a Israel, aos Estados Unidos e a grupos considerados hostis à República Islâmica. As acusações se referem a episódios ocorridos em Karaj, a oeste de Teerã.
A versão apresentada pelo Judiciário sustenta que os acusados usaram coquetéis molotov, granadas, armas brancas e armas de fogo, além de incendiar instalações públicas. O relato não apresenta uma verificação independente dessas alegações.
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Siga o Times | CNBCOutros réus envolvidos no mesmo processo receberam penas de prisão de cinco a dez anos, de acordo com a Justiça iraniana.
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As manifestações tiveram início em dezembro, impulsionadas pela alta do custo de vida, e passaram a reunir reivindicações políticas contra o governo. A mobilização atingiu seu ponto mais intenso nos dias 8 e 9 de janeiro.
As autoridades iranianas reconheceram mais de 3 mil mortes e atribuíram a violência a ações que classificaram como terroristas, supostamente organizadas por Washington e Israel. Organizações não governamentais no exterior contestam essa narrativa, citam números maiores e acusam forças de segurança de disparar contra manifestantes.
O aumento das execuções no Irã ocorre em meio à guerra no Oriente Médio iniciada no fim de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país. Grupos de direitos humanos temem que novas condenações sejam cumpridas nesse contexto.
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