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CNBCComo os democratas planejam acabar com as tarifas de Trump

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Quais medidas econômicas Trump pode adotar após derrota nas Midterms?

Publicado 08/11/2026 • 18:00 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • A derrota republicana nas Midterms reduz a força política de Trump no Congresso, com os democratas assumindo o controle das duas Casas.
  • Trump descartou reduzir as tarifas comerciais e afirmou que a medida poderia prejudicar investimentos industriais nos Estados Unidos.
  • O presidente mantém instrumentos executivos para conduzir parte da política comercial, mas pode enfrentar contestação legislativa.
Trump

Foto: Joyce Boghosian/Flickr White House)

A derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as chamadas Midterms, reduziu a força política de Donald Trump no Congresso. 

Com os democratas conquistando maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, o presidente terá de negociar com uma oposição mais influente para aprovar parte de sua agenda econômica.

Apesar da mudança no Legislativo, Trump não perde automaticamente o poder de conduzir políticas comerciais e econômicas. O presidente mantém instrumentos para estabelecer tarifas e regulamentações, mas poderá enfrentar mais resistência na aprovação de orçamentos, projetos de lei e outras medidas que dependem dos parlamentares.

Em entrevista, Trump descartou reduzir as tarifas comerciais. Ele argumentou que a retirada das cobranças poderia interromper investimentos industriais nos Estados Unidos, citando a construção de 3 mil fábricas no país.

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Tarifas e política comercial podem gerar confronto

A política tarifária deve continuar entre os principais pontos de divergência entre a Casa Branca e o Congresso. Trump afirmou que não pretende recuar das tarifas sobre produtos importados, mesmo após o resultado eleitoral.

Os democratas, por sua vez, poderão ampliar a fiscalização sobre os efeitos dessas cobranças para empresas e consumidores. Também terão espaço para propor mudanças nas regras comerciais e questionar as autorizações usadas pelo governo para impor tarifas.

No entanto, uma reversão não será automática. Segundo a Reuters, o presidente ainda dispõe de poderes executivos para manter ou adotar determinadas barreiras comerciais. Além disso, uma eventual lei aprovada pelo Congresso para limitar essas medidas poderá enfrentar o veto presidencial.

Orçamento, impostos e gastos públicos entram na disputa

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Uma das principais ferramentas dos democratas será o controle sobre o orçamento federal e o limite de endividamento do governo. Com influência sobre essas decisões, a oposição poderá pressionar a Casa Branca a negociar prioridades econômicas.

Entre os temas que podem ganhar espaço estão os custos de energia, os subsídios para planos de saúde, a tributação de grandes empresas e pessoas de alta renda e os gastos públicos. 

O partido também poderá tentar condicionar a aprovação de recursos para órgãos federais a mudanças em determinadas políticas. Esse cenário aumenta a possibilidade de impasses orçamentários e até de paralisações parciais do governo caso os dois lados não cheguem a um acordo.

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Novo congresso assume em janeiro de 2027

Embora o resultado das Midterms já tenha alterado o cenário político, os novos parlamentares só assumem em janeiro de 2027. Até lá, os republicanos continuam controlando as duas Casas do Congresso.

Trump também sinalizou disposição para negociar com os democratas em algumas propostas financeiras. Na entrevista à CNBC, afirmou que acredita ser possível alcançar acordos em diferentes temas, apesar das divergências sobre imigração e outras pautas.

A oposição poderá usar audiências, investigações e decisões sobre gastos para fiscalizar o governo e pressionar por mudanças. Ainda assim, o alcance dessas medidas dependerá das negociações entre os partidos e da capacidade de superar eventuais vetos presidenciais.

Assim, a derrota eleitoral limita a margem de manobra política de Trump, mas não encerra sua capacidade de conduzir a agenda econômica. O principal desafio será equilibrar as decisões da Casa Branca com um Congresso que passará a ser controlado pelos democratas.

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