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Polônia investiga terrorismo após massacre em Cracóvia; nove pessoas morreram

Publicado 08/11/2026 • 18:30 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Polícia polonesa investiga como terrorismo o ataque que matou seis pessoas e deixou outras 15 feridas no centro histórico de Cracóvia.
  • O suspeito, de 24 anos, está em estado crítico; a polícia também encontrou os corpos dos pais e da irmã dele na residência da família.
  • O governo decretou dois dias de luto nacional, enquanto investigadores apuram a motivação do ataque e a origem das armas apreendidas.

Foto: krakow_pl no X

Um ataque a tiros no centro histórico de Cracóvia, na Polônia, deixou seis mortos e 15 feridos e levou as autoridades a abrir uma investigação por terrorismo neste domingo (8). O primeiro-ministro Donald Tusk classificou o episódio como um ato terrorista, enquanto a polícia apura a motivação do suspeito, descrito pelas autoridades como alguém fascinado por ideologias de extrema direita.

O atirador, um polonês de 24 anos, abriu fogo aparentemente de maneira aleatória no sábado (7), nas proximidades da Praça do Mercado Principal, uma das áreas mais movimentadas da segunda maior cidade do país. Entre as vítimas fatais estão um britânico de 32 anos, uma austríaca de 51 anos e quatro cidadãos poloneses, segundo o governador regional Krzysztof Kleczar.

Entre os 15 feridos há cidadãos da Alemanha, de Portugal e da Rússia. O suspeito foi baleado durante confronto com policiais e permanece internado em estado crítico. Dois agentes também ficaram feridos durante a perseguição.

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Luto e choque na cidade histórica

O ataque provocou comoção na cidade. Moradores levaram flores e velas à praça, isolada pelas forças de segurança. Lojas de lembranças, restaurantes e cafés permaneceram fechados, e bandeiras com fitas pretas foram exibidas durante os dois dias de luto nacional decretados pelo governo.

“Estou absolutamente devastada”, declarou à AFP a moradora Weronika Filar, de 27 anos. “É um dos lugares mais seguros do mundo, de verdade. Não esperava que algo assim acontecesse conosco. Nossa cidade nunca mais será a mesma”, acrescentou.

O guia turístico Krzysztof Stepien, de 28 anos, lembrou que episódios semelhantes já ocorreram em outros países europeus, mas afirmou nunca ter presenciado algo comparável em Cracóvia. O papa Leão XIV também manifestou tristeza pelas mortes e pelos feridos, em mensagem enviada ao arcebispo local.

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Confronto com policiais

Segundo a polícia, o suspeito usava máscara, roupas militares e colete à prova de balas. Após abandonar o carro em um cruzamento, teria disparado contra os agentes com um rifle semiautomático. Um dos policiais, identificado como Jakub Kulik, conseguiu atingir o atirador mesmo estando ferido.

O Ministério do Interior informou que Kulik se encontrava em estado grave, porém estável. A polícia destacou sua atuação no enfrentamento do homem armado, enquanto equipes continuavam a coletar provas na região do ataque.

Na casa do suspeito, em Ostrowiec Świętokrzyski, cerca de 150 quilômetros a nordeste de Cracóvia, os investigadores encontraram outros três corpos: os de seu pai, de 53 anos, sua mãe, de 52, e sua irmã, de 21. As lesões foram preliminarmente identificadas como ferimentos por arma de fogo.

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Armas apreendidas e investigação

Os policiais apreenderam sete armas de fogo no imóvel e encontraram outras armas no veículo utilizado pelo suspeito. De acordo com investigadores citados pela imprensa polonesa, ele não possuía antecedentes criminais e integrava um clube de tiro, assim como seu pai.

A Promotoria Nacional abriu formalmente uma investigação por terrorismo. As autoridades ainda não divulgaram conclusões sobre as circunstâncias das mortes dos familiares nem sobre a eventual relação delas com o ataque no centro da cidade.

O presidente do governo britânico, Andy Burnham, declarou estar chocado e entristecido com o tiroteio. Na catedral de Cracóvia, o cardeal Grzegorz Ryś lembrou as vítimas durante a missa e questionou como uma visita à praça central pôde terminar em tragédia.

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