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Isenção no tarifaço consolida protagonismo global dos minerais críticos brasileiros, diz AMC

Publicado 27/07/2026 • 13:24 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Produtos como minério de ferro, grafite, nióbio, terras raras, cobre, níquel e cobalto integraram a lista de exceções da política tarifária norte-americana.
  • O Brasil produz cerca de 8,3% dos metais críticos e estratégicos, com meta de chegar a 12,2% até 2050, com destaque para o nióbio.
  • Parceria com a Coreia do Sul tende a aumentar o protagonismo do Brasil nesse mercado.

Os minerais críticos brasileiros, centrais para o setor tecnológico global, foram isentos das tarifas dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros, o que mostra a importância que o país vem ganhando nesse mercado.

Produtos como minério de ferro, grafite, nióbio, terras raras, cobre, níquel e cobalto integraram a lista de exceções da política tarifária norte-americana, evidenciando a dependência externa da indústria dos EUA em relação ao mercado brasileiro.

Em entrevista ao Real Time, o diretor executivo da Associação Brasileira de Minerais Críticos (AMC), Frederico Bedran Oliveira, avaliou que a exclusão demonstra o peso econômico e estratégico do Brasil nas cadeias globais de suprimentos.

“No momento em que o governo americano retira os nossos minerais críticos desse tarifaço, para nós é muito significativo. O Brasil tem um potencial enorme de bom aproveitamento e de liderar essas cadeias, não só na extração, mas na agregação de valor”, destacou Oliveira.

Leia também: Presidente sul-coreano chega ao Brasil para debater cooperação em semicondutores, IA e transição energética

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A participação do Brasil na produção global de minerais críticos e estratégicos gira em torno de 8,3%, com metas governamentais traçadas pelo Plano Nacional de Mineração (PNM) projetando ampliar essa fatia para 12,2% até 2050. O destaque é para o nióbio, cujas reservas mundiais o país controla em cerca de 65,6%, além de responder por aproximadamente 92,9% da produção global desse insumo usado em ligas metálicas especiais e eletrônicos.

Aproximação da Coreia do Sul

As terras raras e os minerais críticos estão no centro da visita do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ao Brasil nesta segunda-feira, 27. Myung e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, devem dialogar sobre o aprofundamento da cooperação mútua entre os países nos próximos anos, com forte ênfase em inovação e desenvolvimento sustentável.

Para Oliveira, a aproximação com o país asiático é estratégica devido ao avanço tecnológico coreano e à compatibilidade de posturas diplomáticas neutras.

“A Coreia do Sul é um player importante, tanto do ponto de vista da localização geopolítica quanto por todo o avanço tecnológico que eles possuem. E para nós é fundamental ampliar ainda mais essas parcerias. Eles também têm uma neutralidade diplomática que nos favorece ainda mais para acessar diferentes mercados”, concluiu.

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