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Iraque alerta que não pode depender de Ormuz como única rota para exportar petróleo
Publicado 17/08/2026 • 19:06 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/08/2026 • 19:06 | Atualizado há 1 hora
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AFP
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que o país está entre os mais afetados por um eventual fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo ele, o Iraque não pode depender da rota marítima como único caminho para exportar petróleo. “Bagdá não pode permanecer refém de um único corredor”, declarou, segundo a ISNA.
A preocupação ocorre em meio à continuidade das tensões no Oriente Médio e a ataques contra dois oficiais iraquianos de alto escalão, lançados a partir de uma região próxima à fronteira com o Irã. Um drone atingiu o escritório de Masrour Barzani, primeiro-ministro da região curda semiautônoma no norte do Iraque. Em outro episódio, a residência de um alto funcionário da inteligência regional foi alvo de um ataque.
As informações foram divulgadas pelo serviço de contraterrorismo iraquiano. Não houve vítimas e, até o momento, nenhum grupo havia assumido a autoria das ações.
Teerã negou participação nos ataques. Uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou à ISNA que o episódio seria “outro exemplo de falsa bandeira vermelha”. Segundo a autoridade, operações realizadas pelo Irã seriam anunciadas oficialmente e de forma explícita.
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Siga o Times | CNBCEm conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que não havia informações que confirmassem que os ataques partiram de território iraniano.
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, forças iranianas e grupos militantes iraquianos apoiados por Teerã têm realizado ataques contra instalações militares americanas, instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Iraque e bases de grupos dissidentes curdos iranianos exilados.
O ataque de segunda-feira contra prédios do governo regional curdo, porém, foi considerado incomum nesse histórico por atingir diretamente estruturas da administração local. Masrour Barzani classificou o episódio, em publicação no X, como uma escalada perigosa e uma ameaça direta à segurança e à estabilidade da Região do Curdistão.
Ao mesmo tempo, forças dos Estados Unidos estacionadas na região curda do Iraque começaram a deixar o país. A retirada ocorre antes do prazo de 30 de setembro, estabelecido em um acordo entre Washington e Bagdá para encerrar a presença militar americana no Iraque.
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