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Justiça dos EUA mantém ordem de Trump que restringe cidadania por nascimento
Publicado 28/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
Publicado 28/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
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Uma juíza federal dos Estados Unidos manteve em vigor, nesta sexta-feira (28), a mais recente tentativa do presidente Donald Trump de restringir a cidadania por direito de nascimento ao rejeitar um pedido de suspensão imediata da ordem executiva. A decisão foi tomada pela juíza distrital Deborah Boardman, em Greenbelt, no estado de Maryland.
O pedido de liminar de emergência havia sido apresentado por grupos de defesa dos direitos dos imigrantes, que tentavam impedir a aplicação da medida assinada por Trump em 6 de agosto. A ordem tem como um dos principais alvos o chamado “turismo de parto”, prática na qual pessoas viajam temporariamente aos Estados Unidos para dar à luz no país e garantir a cidadania americana aos filhos.
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Boardman decidiu não conceder uma ordem restritiva temporária depois que advogados do Departamento de Justiça argumentaram que não havia necessidade de um bloqueio emergencial neste momento.
Segundo o governo americano, as agências federais ainda estão concluindo as diretrizes necessárias para colocar a determinação em prática. A previsão é que essas orientações sejam publicadas somente no início de setembro.
Com isso, a Justiça não interrompeu de imediato a implementação do decreto, mas a disputa judicial sobre seu conteúdo permanece aberta.
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Siga o Times | CNBCA ordem representa uma nova tentativa do governo Trump de reduzir o alcance da 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que está no centro da discussão sobre o direito à cidadania por nascimento no país.
Além de atingir o chamado turismo de parto, o decreto pretende impedir a concessão automática de cidadania a filhos de funcionários de governos estrangeiros e de pessoas que estejam nos Estados Unidos sob determinadas categorias de permanência temporária.
A decisão desta sexta-feira não encerra a disputa sobre a validade da ordem de Trump. O processo apresentado pelos grupos de direitos civis continuará tramitando na Justiça federal de Maryland.
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Nos próximos meses, o tribunal deverá analisar o mérito da ação e a constitucionalidade do decreto presidencial, definindo se as novas restrições à cidadania por nascimento podem ser aplicadas nos Estados Unidos.
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