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Kevin Warsh deve promover mudanças graduais no Fed em meio à pressão por corte de juros, avalia ex da instituição
Publicado 19/05/2026 • 11:24 | Atualizado há 6 minutos
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Kevin Warsh tomará posse como presidente do Federal Reserve na sexta-feira
Publicado 19/05/2026 • 11:24 | Atualizado há 6 minutos
KEY POINTS
A chegada de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve deve abrir um período de transição gradual dentro do banco central americano, sem mudanças bruscas no curto prazo, apesar da pressão política por juros menores nos Estados Unidos. A avaliação é de Benjamin Mandel, ex-economista do Fed e head de research da Jubarte Capital, que vê limitações técnicas e institucionais para alterações imediatas na condução da política monetária.
“O primeiro dia do Kevin Warsh no Fed vai parecer muito com o último dia do Jerome Powell”, afirmou em entrevista ao Pré-Market, jornal matutino do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (19).
Segundo Mandel, embora Warsh tenha defendido mudanças relevantes na atuação do banco central americano, o ambiente econômico atual ainda não favorece cortes rápidos nos juros. O especialista destacou que a inflação segue pressionada por fatores como energia e petróleo, enquanto a atividade econômica e o mercado de trabalho continuam relativamente resilientes. “Ambiente inflacionário, crescimento resiliente e mercado de trabalho estável não são uma receita para cortar juros no curto prazo”, explicou.
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Na avaliação do ex-economista do Fed, mesmo que exista alinhamento político entre Warsh e o presidente Donald Trump, os fundamentos econômicos limitam uma mudança abrupta na política monetária americana. “Vai ser muito difícil entrar e cortar juros imediatamente”, ressaltou.
Mandel afirmou que Warsh já possui uma agenda de mudanças para o Federal Reserve, incluindo alterações nas ferramentas utilizadas pelo banco central e no modelo de comunicação com o mercado. Segundo ele, o novo presidente pretende discutir temas como o uso do balanço patrimonial da instituição, frequência das comunicações oficiais e até mudanças nos indicadores de inflação usados nas decisões do comitê.
Apesar disso, o especialista destacou que essas transformações dependem de aprovação interna e construção de consenso entre os membros do Fed. “Essas mudanças não acontecem de um dia para o outro”, afirmou.
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Segundo Mandel, reformas regulatórias e operacionais dentro do Federal Reserve costumam exigir processos longos de discussão técnica e análise institucional. Para ele, o mercado não deve esperar uma ruptura imediata na atuação do banco central americano. “As mudanças vão aparecer ao longo do tempo e devem ocorrer de maneira gradual”, pontuou.
Ao analisar a evolução da política monetária americana nas últimas décadas, Mandel afirmou que os bancos centrais ajustam continuamente o peso dado à inflação, ao crescimento econômico e ao mercado de trabalho dentro das decisões sobre juros. Segundo ele, essa dinâmica mudou significativamente desde os anos 1990.
O especialista destacou que presidentes recentes do Fed, como Ben Bernanke, Janet Yellen e Jerome Powell, passaram a dar maior atenção à economia real e ao mercado de trabalho, reduzindo relativamente o peso da inflação nas decisões do comitê. “Jerome Powell colocou muito mais peso no mercado de trabalho e se preocupou mais com a economia real do que com a inflação”, observou.
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Segundo Mandel, essa estratégia ajudou os Estados Unidos a evitarem uma recessão nos últimos anos, mesmo diante da alta da inflação e do avanço dos juros. Por outro lado, ele reconheceu que a inflação permaneceu acima da meta de 2% por um período prolongado. “É uma questão de preferência do comitê, e isso evolui ao longo do tempo”, explicou.
Na avaliação do ex-economista do Fed, Kevin Warsh tende a adotar postura mais vigilante em relação à inflação do que Jerome Powell, mas sem abandonar completamente a preocupação com atividade econômica e emprego. “Ele vai prestar atenção na inflação, talvez um pouco mais do que Powell, mas também tem interesse em proteger a economia real”, afirmou.
Para Mandel, a principal tendência é de continuidade institucional combinada a ajustes graduais nas prioridades do banco central americano. Segundo ele, mudanças na condução da política monetária fazem parte da própria evolução histórica do Federal Reserve. “Isso é completamente normal e muda ao longo do tempo”, concluiu.
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