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Câmara dos EUA aprova pacote de sanções contra a Rússia e envia projeto a Trump

Publicado 16/09/2026 • 21:15 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • Câmara dos EUA aprova novas sanções contra Rússia e Irã.
  • Projeto permite tarifas de até 100% sobre produtos de aliados de Moscou.
  • Texto segue para sanção de Trump após apoio bipartidário no Congresso.

AFP

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite de quarta-feira (16) um projeto de lei que prevê novas sanções contra a Rússia. A proposta havia sido apresentada há mais de um ano pelo então senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, que morreu recentemente. Agora, o texto segue para a sanção do presidente Donald Trump.

O projeto, intitulado Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026 (Lei Lindsey O. Graham de 2026 para Sanções contra a Rússia e o Irã), busca atingir a economia russa e pressionar o país em razão da continuidade da invasão em larga escala da Ucrânia.

A legislação permitiria que Trump impusesse tarifas de até 100% sobre produtos de países como China e Índia, que estão entre os cinco maiores compradores de petróleo e gás russos. A receita obtida com as exportações de petróleo é uma fonte fundamental de financiamento para o esforço de guerra da Rússia. O projeto também prevê sanções contra líderes, autoridades e instituições financeiras russas, além de ampliar as sanções contra o Irã.

A medida foi aprovada por 262 votos a 159, com apoio de parlamentares dos dois partidos.

No mês passado, o Senado havia aprovado o projeto por ampla maioria, com 86 votos a 11, também em uma votação bipartidária. Os críticos da proposta, porém, afirmam que ela dá a Trump poderes excessivos para impor tarifas.

Leia mais: Presidente do parlamento iraniano atribui pressão inflacionária nos EUA a bloqueios em Ormuz e questiona eficácia da alta de juros

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Os deputados Gregory Meeks, democrata de Nova York, Don Beyer, democrata da Virgínia, e Richard Neal, democrata de Massachusetts, disseram em uma declaração conjunta na semana passada que, embora os democratas da Câmara apoiem firmemente a Ucrânia, o projeto “causaria mais danos do que benefícios”.

“Este projeto ampliaria drasticamente os poderes presidenciais para impor tarifas, ao mesmo tempo em que não obrigaria à aplicação de sanções contra a Rússia, e ambas as coisas são inaceitáveis. Essas falhas aumentariam os preços para os americanos, ao mesmo tempo em que enfraqueceriam o apoio à Ucrânia no longo prazo”, disseram os parlamentares.

Durante a sessão da Câmara na quarta-feira, Meeks afirmou: “Não podemos dar ao presidente ainda mais poder para impor tarifas sabendo que ele vai abusar desse poder”.

Outros parlamentares defenderam a aprovação da medida. O deputado Michael McCaul, republicano do Texas, que havia trabalhado no projeto ao lado de Graham, afirmou que a legislação vai pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, a negociar.

“Quando olharmos para trás, para este momento da história, quero poder dizer que usamos todas as ferramentas disponíveis para pôr fim a esta guerra, que entendemos a ameaça e tivemos a coragem de fazer o que era certo: nos posicionar, paralisar a máquina de guerra russa e mudar o rumo dos acontecimentos em direção à paz”, disse McCaul no plenário da Câmara na quarta-feira.

Com a aprovação nas duas casas do Congresso, o projeto agora segue para a Casa Branca. Um funcionário do governo confirmou que Trump pretende sancioná-lo.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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