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Líbano busca acordo permanente com Israel após cessar-fogo
Publicado 17/04/2026 • 19:09 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 17/04/2026 • 19:09 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o país trabalha em um “acordo permanente” com Israel após o cessar-fogo que entrou em vigor nesta sexta-feira (17).
Em discurso à nação, o primeiro desde o início da trégua, Aoun disse que o Líbano entrou em “uma nova fase”, voltada à construção de um entendimento duradouro que preserve os direitos da população, a unidade territorial e a soberania nacional.
“Estamos em uma nova fase”, disse. “Uma fase de transição […] para trabalhar em um acordo permanente que proteja os direitos de nosso povo, a unidade de nosso país e a soberania de nossa nação.”
Leia também: Trégua entre Israel e Líbano resiste e pode destravar acordo maior
Segundo o presidente, as negociações diretas com Israel, país com o qual o Líbano está formalmente em guerra desde 1948, não devem ser interpretadas como sinal de fraqueza. Aoun afirmou ainda que o governo não pretende abrir mão de território libanês.
“Hoje, estamos negociando por nós mesmos […], já não somos um peão no jogo de ninguém, nem o palco das guerras de ninguém, e nunca mais seremos novamente”, declarou.
O cessar-fogo foi anunciado na quinta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a expectativa é que Aoun e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reúnam na Casa Branca “nos próximos quatro ou cinco dias”.
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Siga o Times | CNBCAoun agradeceu aos países e autoridades que contribuíram para viabilizar a trégua, citando Trump e também a Arábia Saudita.
A trégua começou às 18h (horário de Brasília), após cerca de um mês e meio de confrontos. Do lado libanês, o conflito deixou 2.300 mortos e mais de 1 milhão de deslocados.
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O Líbano foi arrastado para a escalada regional após o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, atacar Israel em 2 de março, em reação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei no primeiro dia de bombardeios americanos e israelenses contra a República Islâmica.
Desde o início do mandato de Aoun e do primeiro-ministro Nawaf Salam, no ano passado, Beirute passou a adotar medidas mais duras em relação ao Hezbollah. Entre elas, o compromisso de desarmar o grupo após o cessar-fogo firmado em novembro de 2024, que havia encerrado um confronto anterior com Israel.
O governo libanês também proibiu as atividades militares do Hezbollah, o único grupo que manteve braço armado após a guerra civil no país, entre 1975 e 1990, sob o argumento de resistência contra Israel.
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