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Lula: funcionamento do G20 como instância de diálogo e coordenação está ameaçado
Publicado 22/11/2025 • 10:07 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 22/11/2025 • 10:07 | Atualizado há 6 meses
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Halden Krog / AFP
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa (D), aperta a mão do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (E), na chegada para a abertura da Cúpula de Líderes do G20 no Nasrec Expo Centre, em Joanesburgo
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o “o próprio funcionamento do G20 como instância de diálogo e coordenação está ameaçado”, em seu discurso na primeira sessão da Cúpula de Líderes, neste sábado (20/11). “É preciso preservar a capacidade deste fórum de tratar os grandes temas da atualidade. Se não formos capazes de encontrar caminhos dentro do G20, não será possível fazê-lo em um mundo conflagrado”, disse.
O discurso não fez menção direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas ocorre no momento em que o líder norte-americano escolheu boicotar a reunião do G20, por desentendimentos com a anfitriã África do Sul.
Lula pontuou que G20 nasceu em resposta à crise de 2008 e disse que as intervenções feitas pelo fórum foram fundamentais para evitar um “colapso de proporções catastróficas”, mas ponderou que “a resposta oferecida pela comunidade internacional foi incompleta e produziu efeitos colaterais que perduram até hoje”.
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“Enveredamos por uma trilha que repetiu a receita de austeridade como um fim em si mesmo, que aprofundou desigualdades e que ampliou tensões geopolíticas. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas fáceis e falaciosas para a complexidade da realidade atual. Seus efeitos exacerbam os problemas que enfrentamos”, emendou o presidente brasileiro.
Ele defendeu ainda que a desigualdade extrema representa um risco sistêmico para todas as economias. Disse que sem atender às demandas dos países em desenvolvimento não será possível restabelecer o equilíbrio global, nem assegurar prosperidade que seja sustentável no longo prazo.
“O G20 deve incentivar a adoção de mecanismos inovadores de troca de dívida por desenvolvimento e por ação climática. O debate sobre tributação internacional e taxação dos super-ricos é inadiável”, ressaltou Lula.
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