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Tarifa de 25% reduz competitividade e exige negociação para preservar comércio bilateral, diz coordenadora da FIEMG
Publicado 16/07/2026 • 12:10 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/07/2026 • 12:10 | Atualizado há 3 meses
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A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos à maioria dos produtos brasileiros compromete a competitividade das exportações nacionais e torna urgente a retomada das negociações entre os dois países, disse nesta quinta-feira (16) Veronica Winter, coordenadora do Centro Internacional de Negócios da FIEMG, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A especialista afirmou que o setor produtivo esperava uma lista maior de exceções e avaliou que o resultado ficou aquém das expectativas. “O resultado não foi adequado para a competitividade, o que nos coloca em muitos produtos 25% mais caros do que os nossos concorrentes. Realmente é um processo mais complicado”, afirmou.
Embora tenha destacado como positivo a inclusão do ferro-gusa entre os produtos isentos da nova tarifa, Veronica ponderou que a medida foi insuficiente para reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras. Segundo ela, além de elevar os custos dos produtos nacionais no mercado americano, a decisão dificulta a competição com fornecedores de outros países.
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Na avaliação da coordenadora da FIEMG, a principal alternativa para reduzir os impactos passa por uma intensificação das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano. Ela lembrou que associações empresariais dos dois países defenderam durante as audiências públicas a manutenção do comércio bilateral, mas os argumentos apresentados tiveram pouco efeito sobre a decisão final.
Veronica também citou a possibilidade de questionamentos na Organização Mundial do Comércio (OMC), embora reconheça que o atual funcionamento do órgão limita a efetividade desse caminho.
“Existe uma possibilidade via OMC, mas a gente sabe que a organização passa por dificuldades. Ainda existem processos que precisam ser superados para que a gente consiga melhorar o resultado dessa investigação e das tarifas propostas”, explicou.
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Siga o Times | CNBCSegundo Veronica Winter, a crise reúne componentes econômicos e políticos, o que exige uma estratégia de negociação em duas frentes. Ela ressaltou que empresários americanos também alertaram para os efeitos negativos das tarifas sobre os próprios consumidores dos Estados Unidos, mas que a política comercial da administração americana continua priorizando os interesses domésticos.
Ao mesmo tempo, observou que a investigação conduzida pelos Estados Unidos ultrapassa a discussão tarifária e envolve questões consideradas estratégicas por Washington, relacionadas à governança e ao ambiente regulatório brasileiro.
“O governo brasileiro vai precisar avaliar o que foi solicitado, quais são as alternativas e o que é possível negociar sem comprometer a governança interna, mas facilitando o comércio entre os dois países”, disse.
Leia também: O que é a Lei da Reciprocidade? Entenda a resposta do Brasil à tarifa de 25% dos EUA
Sobre a possibilidade de o Brasil aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, Veronica defendeu prudência. Para ela, qualquer retaliação precisa considerar os impactos sobre a indústria nacional, as cadeias produtivas e os consumidores brasileiros.
A especialista alertou que uma resposta mal calibrada pode produzir efeitos contrários aos desejados e ampliar as dificuldades para a retomada das negociações bilaterais.
“Tem que ser muito bem avaliado quais produtos serão atingidos para que não haja um efeito reverso ao que buscamos, que é melhorar tanto as economias quanto essa relação bilateral, que sempre foi muito positiva e tradicional”, concluiu.
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