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Megaacordos entre Trump e Xi não eliminam cautela do mercado

Publicado 15/05/2026 • 18:57 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • China concordou em comprar 200 jatos da Boeing, com potencial para ampliar o pedido a 750 aeronaves.
  • Pequim se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas métricas de soja por ano até 2028.
  • Para Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, mercado ainda vê incertezas sobre execução dos acordos, acesso a chips da Nvidia e riscos geopolíticos no Oriente Médio.

Os acordos anunciados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reunião com o presidente da China, Xi Jinping, têm impacto potencial em setores estratégicos, mas ainda não eliminaram a cautela do mercado, afirmou Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Alves disse que investidores receberam os anúncios com “ceticismo cauteloso”, diante das dúvidas sobre execução e dos riscos geopolíticos que seguem no radar.

O setor aéreo foi um dos principais pontos da visita. A China concordou em comprar 200 jatos da Boeing, com possibilidade de o pedido chegar a 750 aeronaves. Segundo Alves, o contrato é relevante, mas ainda não foi suficiente para gerar forte reação nas ações da fabricante.

“É um tremendo contrato, mas as ações da Boeing não se animaram tanto porque ainda há ceticismo sobre a execução. Trump destacou que o negócio envolveria motores da GE Aerospace, cerca de US$ 14,5 bilhões, marcando o primeiro grande pedido em quase uma década, o que ajudaria a diminuir o déficit comercial americano”, afirmou.

No agronegócio, o anúncio de que Pequim voltará a importar “dezenas de bilhões” em soja, milho e outros grãos trouxe alívio a produtores americanos. A China também se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas métricas de soja por ano até 2028.

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Segundo Alves, a medida atende a uma base importante do eleitorado de Trump, mas pode reduzir marginalmente as compras de soja brasileira.

Ainda assim, o mercado aguarda sinais concretos de cumprimento dos compromissos. Para o estrategista, a dúvida é se os anúncios sairão do papel ou se ficarão restritos à retórica da cúpula.

A tecnologia também esteve no centro das conversas, com a presença de CEOs como Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia, na delegação americana. Alves afirmou que houve otimismo com a possibilidade de maior acesso ao mercado chinês, especialmente após Trump sinalizar a liberação de chips H200 da Nvidia.

A China, no entanto, ainda não aprovou essas compras, em meio à estratégia de fortalecer sua autossuficiência tecnológica. Para Alves, o quadro mostra que os dois países continuam em uma disputa estratégica, apesar dos anúncios de cooperação.

O petróleo também entrou na agenda. Segundo o estrategista, há interesse chinês em comprar mais petróleo dos Estados Unidos para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz. O preço da commodity, porém, segue mais ligado ao risco de escalada militar.

“O interesse chinês em comprar mais petróleo dos EUA para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz é real, mas o que move o preço hoje é o risco de escalada militar. O ideal seria a cooperação, mas hoje vivemos um teatro onde a atividade econômica se mostra resiliente, mantendo a pressão sobre os juros e as commodities”, afirmou.

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