Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Exportadores duvidam que processo de reciprocidade pressione governo dos EUA
Publicado 16/08/2026 • 10:31 | Atualizado há 2 meses
Publicado 16/08/2026 • 10:31 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Setores exportadores da indústria avaliam que o processo de reciprocidade aberto pelo governo brasileiro em resposta ao tarifaço americano dificilmente vai funcionar como pressão sobre Washington. Segundo líderes de entidades industriais, o mecanismo tende a produzir efeitos práticos apenas depois de, no mínimo, três meses, prazo considerado longo demais para influenciar as negociações com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A percepção entre exportadores é de que a abertura do processo atende mais ao discurso de soberania nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ano eleitoral, do que aos interesses das empresas atingidas pelas sobretaxas comerciais.
Leia também: EXCLUSIVO: Reforma Tributária: 70,3% das empresas ainda recebem a maioria das notas sem IBS e CBS
O acionamento da lei de reciprocidade passa por diferentes fases até a eventual aplicação de contramedidas contra os Estados Unidos. Entre as etapas estão a aprovação de relatório técnico, a consulta pública e as deliberações finais do governo, sequência que, segundo as entidades consultadas, dificilmente se conclui em menos de três meses.
Por isso, nos bastidores, exportadores avaliam que a decisão de abrir o processo decorreu mais de cálculos políticos do que de estratégia econômica. Em conversa reservada com o Broadcast, um dirigente da indústria afirmou que o país vive ano eleitoral e que a reciprocidade atende ao discurso de soberania, podendo ser usada nesse sentido.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também associa a decisão do governo ao calendário eleitoral. Segundo ele, a medida tende a gerar mais transtorno do que benefício nas negociações com os Estados Unidos.
Em entrevista, Castro afirmou que preferiria que a medida não tivesse sido tomada, já que o Brasil não está em condição de igualdade com os Estados Unidos neste momento. Segundo o dirigente, o país ocupa papel coadjuvante na relação bilateral, enquanto o governo americano exerce o papel de protagonista nas negociações comerciais.
Para os líderes industriais ouvidos pela reportagem, o acionamento da lei de reciprocidade não deve servir como instrumento de pressão adicional capaz de levar o governo Trump a rever o tarifaço aplicado a produtos brasileiros. A avaliação predominante entre os exportadores é de que o processo, pelo tempo que demanda e pelo desequilíbrio de forças entre os dois países, tem efeito limitado sobre a mesa de negociação.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Veritá traz Flávio Bolsonaro com 51,1% e Lula com 48.9%
2
Vorcaro sugeria pautas e editava textos de vídeos de Gabriela Prioli; veja mensagens
3
DECISÃO 2026: Quando saem as próximas pesquisas de Lula e Flávio no 2º turno? Veja as datas
4
Grupo Globo demite executivo após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro; vice-presidente da holding assumirá interinamente
5
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
Zelensky elogia 'líderes de verdade' em cúpula da UE, enquanto tensão com Trump ofusca o encontro em Bruxelas
Trump descarta armas nucleares e tropas terrestres no Irã e diz que 'mãe de todas as bombas' não é nuclear