ALERTA DE MERCADO:

Ibovespa abre em queda e recua aos 165 mil pontos, com dólar a R$ 5,50 e juros em alta

CNBC
Apple avalia voltar ao mercado de servidores de olho no avanço da inteligência artificial

CNBCApple e Palantir caem no pré-mercado após divulgação de balanços

Mundo

Eleições de meio de mandato nos EUA acontecem sob temor de que Trump conteste resultados

Publicado 03/11/2026 • 09:22 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar a Câmara dos Representantes, parte do Senado e escolher governadores e autoridades locais.
  • Pesquisa do Washington Post, da ABC News e da Ipsos aponta que sete em cada dez americanos acreditam que Trump não reconhecerá os resultados caso os republicanos sejam derrotados.
  • Autoridades eleitorais de diferentes estados se preparam para possíveis contestações e reforçam medidas de segurança e fiscalização da votação.

Foto: Clash Report

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já questionou a segurança do processo eleitoral e gera preocupação sobre uma possível contestação dos resultados das eleições de meio de mandato.

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, em meio à preocupação de autoridades eleitorais com a possibilidade de o presidente Donald Trump contestar os resultados caso o Partido Republicano sofra derrotas.

A votação vai renovar as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e pouco mais de um terço do Senado, além de definir governadores e autoridades locais. O resultado determinará o equilíbrio de forças no Congresso durante os dois últimos anos do atual mandato presidencial.

O receio de uma nova disputa sobre a legitimidade das eleições também aparece entre os eleitores. Uma pesquisa do Washington Post, em parceria com o instituto Ipsos e a emissora ABC News, mostrou que sete em cada dez americanos acreditam que Trump não aceitará os resultados caso os republicanos percam.

Leia também: Entenda como funcionam as eleições desta terça nos EUA e o que está em jogo para Trump

Geórgia reforça fiscalização eleitoral

A Geórgia está entre os estados que adotaram medidas para enfrentar possíveis questionamentos. Nas eleições presidenciais de 2020, Trump perdeu no estado para Joe Biden por cerca de 11 mil votos e pressionou autoridades locais para tentar reverter o resultado.

Na ocasião, o presidente telefonou ao secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, também republicano, e pediu que ele encontrasse votos suficientes para alterar o resultado. Raffensperger recusou e passou a enfrentar críticas e ameaças de integrantes do próprio partido.

Agora, o secretário afirma que o estado está preparado para verificar os resultados das eleições e responder a possíveis acusações de irregularidades.

“Concluiremos esta eleição realizando 20 auditorias de limitação de risco e uma análise estatística para verificar os resultados”, afirmou Raffensperger. “Dessa forma, podemos provar aos eleitores que o vencedor realmente venceu.”

O estado também utiliza cédulas de papel, exige documentos de identificação com foto e realiza verificações para confirmar a cidadania dos eleitores.

Estados se preparam para possíveis contestações

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Além da Geórgia, autoridades eleitorais de estados como Ohio, Alasca e Kansas estão se preparando para eventuais disputas sobre os resultados.

Mesários recebem orientações sobre como proceder caso agentes do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) apareçam nos locais de votação. Secretários de Estado também têm consultado advogados sobre possíveis questionamentos judiciais.

Nos Estados Unidos, a organização das eleições é responsabilidade de cada estado. O governo Trump, porém, tem buscado ampliar a participação federal no processo, incluindo pedidos de acesso a listas de eleitores e tentativas de alterar regras para a votação pelo correio.

Trump também voltou a questionar a confiabilidade das máquinas de votação e do voto por correspondência, sem apresentar provas de fraudes generalizadas.

No Alasca, o Departamento de Justiça abriu um processo relacionado à disputa pelo Senado, alegando que a presença de dois candidatos com nomes semelhantes poderia confundir os eleitores. As alegações foram rejeitadas pelas autoridades locais.

Risco de disputas após a votação

Especialistas em direito eleitoral avaliam que eventuais resultados apertados podem provocar novas contestações judiciais e questionamentos sobre a contagem dos votos.

Richard Hasen, professor de Direito Constitucional da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), considera possível que Trump tente utilizar órgãos federais para interferir na apuração e na certificação dos resultados estaduais.

“Ele pode contestar os resultados e, talvez, tentar utilizar o Departamento de Justiça para interferir na contagem estadual dos votos e na certificação dos resultados”, afirma.

A preocupação ocorre seis anos após as eleições presidenciais de 2020. Na ocasião, Trump foi derrotado por Joe Biden, mas continuou questionando o resultado mesmo depois da confirmação pelas autoridades eleitorais e pela Justiça.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo