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Primeiros locais de votação abrem nos EUA para eleições com potencial de enfraquecer governo Trump
Publicado 03/11/2026 • 08:44 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 03/11/2026 • 08:44 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Os primeiros locais de votação abriram as portas nesta terça-feira (03) na costa leste dos Estados Unidos para as eleições de meio de mandato que podem provocar impactos significativos na presidência de Donald Trump, com os democratas tentando assumir o controle do Congresso e limitar de forma significativa seus poderes executivos.
Diversas pesquisas apontam que os democratas devem conquistar o controle da Câmara dos Representantes e têm chances de retomar o Senado dos republicanos, impulsionados pelo ressentimento dos eleitores em relação a um presidente profundamente impopular, pelo forte aumento dos custos da energia e pelo prolongado conflito com o Irã.
Leia também: Entenda como funcionam as eleições desta terça nos EUA e o que está em jogo para Trump
As eleições de meio de mandato vão renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado, além de definir os governadores de 36 estados. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso, mas possuem maiorias estreitas.
Na Câmara, os democratas precisam conquistar apenas três ou quatro cadeiras adicionais para assumir o controle. No Senado, a disputa é mais difícil e passa por estados como Texas, Ohio, Alaska, Michigan e Kansas.
Se a vantagem apontada pelas pesquisas se confirmar nas urnas, Trump poderá enfrentar dificuldades para aprovar projetos nos dois anos restantes de seu mandato. Com o controle de pelo menos uma das Casas, os democratas poderão barrar propostas do governo, especialmente nas áreas de impostos e gastos públicos.
A oposição também terá mais poder para investigar decisões da Casa Branca, convocar autoridades para prestar esclarecimentos e influenciar as negociações sobre o orçamento federal.
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Siga o Times | CNBCO cenário poderá levar a um impasse político em Washington, com o presidente dependendo de negociações com a oposição para aprovar medidas no Congresso. Diante das dificuldades na agenda interna, Trump também poderá concentrar mais esforços na política externa, área em que o Executivo americano possui maior autonomia.
No Brasil, uma vitória democrata poderá ter efeitos sobre o dólar, os juros e o mercado financeiro. Isso porque o controle da oposição sobre parte do Congresso americano tende a dificultar a aprovação de novos cortes de impostos e aumentos de gastos públicos defendidos por Trump.
A expectativa de maior controle das contas públicas dos Estados Unidos pode reduzir a pressão sobre os juros americanos e favorecer os investimentos em países emergentes.
Esse cenário poderá beneficiar o Brasil ao diminuir a pressão de alta do dólar em relação ao real. Uma moeda americana menos valorizada ajuda a conter o preço dos produtos importados e, consequentemente, a inflação. O movimento também pode dar mais espaço para o Banco Central brasileiro reduzir a taxa básica de juros, a Selic. Os efeitos, porém, dependerão da reação dos investidores e das decisões econômicas adotadas após a eleição.
Uma eventual vitória democrata também poderá aumentar a pressão sobre medidas comerciais adotadas pelo governo Trump contra o Brasil. Entre elas estão as tarifas de até 37,7% imposta a produtos brasileiros no início do segundo semestre deste ano. Com o controle de comissões do Congresso, a oposição poderá convocar audiências públicas e questionar os impactos das tarifas sobre as relações comerciais entre os dois países.
Outro tema que poderá ganhar espaço no Congresso americano são as sanções aplicadas em 2025 a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma maioria democrata poderá ampliar a fiscalização sobre essas decisões e exigir explicações da Casa Branca. Isso não significa, porém, que as medidas serão automaticamente revogadas, já que Trump continuará responsável pela condução da política externa dos Estados Unidos.
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