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Nepal resgata dois sobreviventes e mantém esperança dez dias após tragédia
Publicado 05/09/2026 • 14:44 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 05/09/2026 • 14:44 | Atualizado há 24 minutos
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Quando as esperanças já diminuíam, equipes de resgate encontraram com vida neste sábado (5) um cidadão chinês dentro de um túnel e uma mulher nepalesa soterrada pela lama deixada pela avalanche no Himalaia que devastou o Nepal há dez dias. Os dois resgates ocorrem em meio a um cenário de destruição que já soma 1.331 mortos e cerca de 5.000 desaparecidos.
A autoridade nepalesa de gestão de crises revisou ligeiramente o balanço provisório da catástrofe neste sábado (5). Entre os desaparecidos estão centenas de turistas, peregrinos e trabalhadores estrangeiros. Na China, a imprensa estatal registra 31 mortos e 531 desaparecidos.
Leia também: Enchentes no Nepal e no Tibete: mortes passam de 1 mil; buscas seguem por 4 mil desaparecidos
Uma equipe formada por militares nepaleses e especialistas estrangeiros resgatou um trabalhador chinês a 225 metros da entrada de um túnel do projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1, no distrito de Rasuwa, informou o Exército do Nepal. Uma foto divulgada pelos militares mostra o homem, identificado apenas como Luhaitao, apoiado nos ombros de dois socorristas, consciente, com as mãos cobertas por uma espessa camada de lama.
O Exército informou que o estado de saúde do trabalhador está sendo avaliado. Ele estava entre as centenas de funcionários de uma hidrelétrica que desapareceram depois que uma avalanche de gelo e lama atingiu a fronteira entre China e Nepal, após o colapso de uma geleira em 26 de agosto.
Quase ao mesmo tempo, uma mulher de 64 anos foi resgatada com vida de sua casa, em grande parte soterrada pela lama, segundo informou a polícia à AFP. Chandrika Shrestha, moradora do distrito de Nuwakot, um dos mais atingidos, foi levada de helicóptero a Katmandu para receber atendimento médico, afirmou o superintendente adjunto da polícia, Iqbal Hawari.
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Siga o Times | CNBCNa sexta-feira (4), dois trabalhadores nepaleses de uma hidrelétrica já haviam sido resgatados do túnel de Trishuli 3A, em um episódio que trouxe alívio às equipes de busca que atuam na região desde o início da tragédia.
Ainda neste sábado (5), o governo nepalês apresentou uma primeira estimativa, ainda provisória, dos danos materiais. Foram destruídas mais de 7.500 casas e 48 prédios públicos, além de 55 quilômetros de estradas, cerca de cem pontes, mais de 1.800 hectares de terras agrícolas e 13 barragens em construção.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Nepal, as autoridades trabalham ativamente para reparar as estradas, restabelecer o fornecimento de energia elétrica e as telecomunicações, além de garantir o abastecimento às pessoas afetadas. O chanceler Shisir Khanal estimou o custo da reconstrução em vários bilhões de dólares.
Com os necrotérios lotados, cerca de 1.030 corpos foram enterrados em valas comuns após a coleta de amostras de DNA, o que deve permitir sua futura identificação, informou a polícia neste sábado. Muitas famílias seguem sem notícias de parentes desaparecidos e percorrem hospitais, delegacias e órgãos públicos em busca de informações.
O porta-voz do Exército nepalês, Raja Ram Basnet, afirmou à AFP que os trabalhos nos túneis continuam para localizar possíveis sobreviventes. Na sexta-feira (4), a ONU fez um apelo para arrecadar cerca de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 256 milhões, para atender às necessidades básicas de 84 mil vítimas que perderam tudo.
Em um gesto simbólico, o primeiro-ministro Bamendra Shah anunciou na noite deste sábado (5) que a bandeira nepalesa voltou a ser hasteada na região devastada, no norte do país, na fronteira com a China, após três dias de esforços contínuos.
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