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OMS confirma mais um caso de hantavirus; passageiro suíço é tratado em hospital de Zurique
Publicado 07/05/2026 • 14:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/05/2026 • 14:35 | Atualizado há 2 meses
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- / AFP
O homem e sua esposa, ambos suíços, retornaram à Suíça após deixarem o navio MV Hondius na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico.
Um ex-passageiro de um navio de cruzeiro afetado por um surto mortal de hantavírus está sendo tratado em um hospital de Zurique após testar positivo para a doença, informaram autoridades suíças nesta quarta-feira (06).
O homem e sua esposa, ambos cidadãos suíços, retornaram à Suíça após deixarem o navio MV Hondius na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico, informou o Ministério da Saúde da Suíça à AFP.
“Uma pessoa testou positivo para hantavírus na Suíça”, afirmou o ministério em comunicado.
O paciente está sendo tratado no Hospital Universitário de Zurique (USZ), que, segundo as autoridades, “está preparado para lidar com esse tipo de caso” e “não há atualmente risco para a população suíça”.
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O MV Hondius esteve em Santa Helena entre 22 e 24 de abril. Um voo semanal partiu da ilha para Joanesburgo em 25 de abril.
Um passageiro que estava nesse voo morreu em um hospital na África do Sul, enquanto um paciente britânico que também estava no navio permanece hospitalizado. Ambos testaram positivo para hantavírus.
Segundo o comunicado, o casal suíço retornou ao país no fim de abril, “após viajar no navio de cruzeiro onde houve diversos casos de hantavírus”.
O ministério informou que a esposa do paciente não apresentou sintomas, mas está “em autoisolamento por precaução”.
O navio, de bandeira holandesa, partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril e está ancorado próximo a Cabo Verde desde domingo.
Com o caso confirmado em Zurique, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que há agora três casos confirmados e cinco suspeitos de hantavírus ligados ao navio.
Segundo a OMS, o homem suíço “respondeu a um e-mail enviado pela operadora do navio (Oceanwide Expeditions), informando os passageiros sobre o problema de saúde, e procurou um hospital em Zurique”.
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Amostras do paciente foram enviadas ao Hospital Universitário de Genebra, centro suíço de referência para infecções virais emergentes.
“Até onde sei, o paciente procurou atendimento em Zurique com sintomas respiratórios leves, explicando que era passageiro desse cruzeiro”, disse à AFP Manuel Schibler, chefe do laboratório de virologia do hospital de Genebra.
Schibler afirmou que os exames identificaram a cepa Andes do hantavírus. Normalmente encontrado em roedores, o vírus Andes, que circula na América do Sul, é a única variante conhecida de hantavírus capaz de ser transmitida entre humanos.
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“Ele pode causar o que chamamos de síndrome pulmonar, com sintomas respiratórios e até insuficiência respiratória, que, nos casos mais graves, pode levar à morte”, explicou.
Segundo o especialista, a taxa de mortalidade da cepa Andes varia entre 30% e 50%, “o que é muito alto para uma doença viral”. No entanto, ele alertou que o índice considera apenas os casos diagnosticados, e que a taxa real pode ser menor ao incluir pacientes assintomáticos ou com sintomas leves.
Ele acrescentou que, no caso do vírus Andes, os sintomas podem levar de uma a três semanas para aparecer e, nos quadros graves, a piora do estado de saúde pode ocorrer “muito rapidamente”.
Apesar de passageiros terem desembarcado na ilha, o governo de Santa Helena informou que não há casos suspeitos de hantavírus no território britânico ultramarino.
“Todos os contatos considerados de maior risco identificados até o momento estão recebendo acompanhamento verbal diário de um médico, incluindo orientações sobre a necessidade de permanecer em autoisolamento em casa”, informou o governo local.
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