Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
OMS: não existe vínculo comprovado entre paracetamol, vacinas e autismo
Publicado 23/09/2025 • 09:59 | Atualizado há 1 ano
Eleições pelo mundo colocam à prova a influência de Trump no exterior
Alphabet, dona do Google, cai 13% e caminha para sua maior queda histórica após divulgação de resultados
Fabricante do Mounjaro, Eli Lilly divulga balanço nesta quinta-feira (29); veja o que esperar dos resultados
Nvidia rebate suspeita de espionagem chinesa ligada a Jensen Huang e diz que acusações foram investigadas e descartadas
Waymo avança no exterior, mas ainda pesa nas contas da Alphabet
Publicado 23/09/2025 • 09:59 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Pexels
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (23) que não existe comprovação científica de que o paracetamol ou as vacinas provoquem autismo. A declaração foi feita após comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo uma ligação (falsa) entre os medicamentos e a condição.
O porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, destacou que, embora alguns estudos observacionais tenham sugerido possíveis associações entre o autismo e o uso de paracetamol, a maioria das evidências não confirma essa relação. Ele reforçou ainda que “as vacinas não causam autismo”.
Leia também:
Trump estabelece ligação não comprovada entre autismo e uso de Tylenol durante a gravidez
A diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Biológicos da OMS, Kate O’Brien, ressaltou que o maior desafio hoje é o combate à desinformação. Para ela, a propagação de informações falsas ameaça diretamente a confiança nas vacinas, que já salvaram mais de 150 milhões de vidas nos últimos 50 anos.
“Estamos em um ponto crítico. As vacinas são uma das ferramentas mais eficazes e econômicas em saúde pública, mas seu impacto futuro está cada vez mais ameaçado por outro tipo de contágio: a desinformação”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo O’Brien, narrativas antivacina utilizam teorias conspiratórias, dados distorcidos e analogias enganosas para gerar medo e confusão entre pais e comunidades. O resultado tem sido a queda das taxas de imunização em alguns países, o que já provocou o aumento de casos e mortes por doenças como o sarampo – inclusive em nações ricas como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Em 2024, cerca de 14,5 milhões de bebês em todo o mundo não receberam sequer a primeira dose das vacinas básicas, segundo estimativas conjuntas da OMS e do Unicef. Esses “zero-dose children” estão concentrados em regiões vulneráveis, onde o acesso à saúde é limitado e a desinformação amplia os riscos.
“A consequência da desinformação não é hipotética, ela é real e trágica”, alertou O’Brien.
Para enfrentar a crise de confiança, a OMS aposta no trabalho do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (SAGE), responsável por revisar evidências sobre eficácia, segurança e custo-benefício das vacinas. As recomendações do grupo orientam políticas nacionais e reforçam a credibilidade da ciência diante do ceticismo crescente.
“Nosso papel coletivo é claro: proteger as decisões baseadas em evidências com a mesma firmeza com que protegemos vidas. Restaurar a confiança é tão essencial quanto desenvolver novas vacinas”, concluiu O’Brien.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Fabiano Rosa: carta de Flávio pode abrir caminho para novo inquérito no STF
2
Petrobras confirma terceira descoberta de petróleo em poço na costa do Amapá
3
Ações da Intel despencam 20% após empresa projetar trimestre fraco com desaceleração dos PCs
4
Ibovespa perde os 170 mil pontos e cai 1,06% com temor fiscal; dólar sobe a R$ 5,39
5
‘Não gostei, ninguém aprovou a carta’ diz presidente do PL sobre Flávio após sair da casa de Jair Bolsonaro