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OTAN reage a Trump e discute reforço da segurança no Ártico

Publicado 12/01/2026 • 11:24 | Atualizado há 3 horas

AFP

Fachada da Otan, com bandeiras de vários países

Pascal Rossigno/Reuters

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira que a aliança está trabalhando em novas formas de reforçar a segurança no Ártico, em meio à tentativa da Europa de conter o interesse do presidente dos EUA, Donald Trump, em assumir o controle da Groenlândia.

“Estamos trabalhando nos próximos passos para garantir que, coletivamente, protejamos o que está em jogo”, disse Rutte a jornalistas durante visita à Croácia.

A declaração ocorre após Trump se recusar a descartar o uso de força militar para tomar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, também membro da OTAN, gesto que abalou a confiança interna da aliança militar formada por 32 países.

Leia também: Trump x Groenlândia: a Otan consegue defender o território e está disposta a fazer isso?

Ártico no centro da disputa geopolítica

Trump tem justificado sua posição alegando a necessidade de ampliar a segurança no Ártico, diante da crescente presença da Rússia e da China na região, à medida que novas rotas marítimas se abrem com o degelo.

“Todos os aliados concordam com a importância da segurança no Ártico”, afirmou Rutte. “Com a abertura das rotas marítimas, há o risco de que russos e chineses se tornem mais ativos”, complementa.

Segundo o secretário-geral, a OTAN agora discute como transformar esse consenso político em ações práticas, embora as conversas ainda estejam em estágio inicial.

Leia também: Groenlândia vira novo alvo de Trump e Europa fala em colapso da OTAN

Ideias em debate, mas sem propostas concretas

Diplomatas da OTAN afirmam que alguns países-membros aventam a criação de uma nova missão da aliança no Ártico, mas ressaltam que:

  • as discussões são embrionárias;
  • não há propostas formais sobre a mesa;
  • e qualquer avanço exigirá delicado equilíbrio diplomático, especialmente com os EUA.

Enquanto isso, líderes europeus fecharam fileiras em apoio à Dinamarca, diante do que classificam como uma ameaça direta à soberania de um país aliado.

Tensão diplomática e risco existencial

Os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia devem se reunir nesta semana com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em uma tentativa de reduzir a escalada retórica.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, foi direta ao alertar que um eventual ataque armado dos EUA à Groenlândia significaria o fim da OTAN como a aliança é conhecida hoje.

Trump, por sua vez, reagiu com tom combativo, afirmando que fortaleceu a OTAN ao pressionar aliados europeus a aumentarem seus gastos militares.

“Eu sou aquele que SALVOU a OTAN!!!”, escreveu o presidente americano em publicação online.

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