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Ouro fecha dia em alta e sobe na semana, impulsionado por incerteza da independência do Fed
Publicado 29/08/2025 • 15:44 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 29/08/2025 • 15:44 | Atualizado há 9 meses
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Ouro
O ouro fechou em alta nesta sexta-feira (29), apoiado pela maior demanda diante das expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa cortar as taxas de juros na reunião de setembro.
O contrato do metal com vencimento em dezembro avançou 1,2%, para US$ 3.516,10 por onça-troy (cerca de R$ 19.092,42 na cotação atual), na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex). Na semana, o ouro acumulou ganho de 2,86% e, no mês, alta de 4,24%.
O movimento também foi sustentado pelo ambiente de incertezas em relação à independência do Fed, após a disputa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a diretora da instituição, Lisa Cook.
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Pela manhã, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos — medida preferida de inflação do Federal Reserve (Fed) — avançou em linha com as projeções. O resultado levou o mercado a aumentar ligeiramente as apostas em um corte de juros já na próxima reunião, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group. Cortes nas taxas tendem a beneficiar os preços do ouro.
Na avaliação da FxPro, a alta do metal reflete três fatores: os sinais do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre possível afrouxamento monetário; a pressão política sem precedentes da Casa Branca sobre o banco central; e os altos níveis de tensão geopolítica.
A corretora destacou ainda que a sobretaxa de 50% imposta por Donald Trump à Índia pode aprofundar divisões internacionais e estimular o processo de desdolarização, cenário que tende a reforçar a demanda pelo ouro.
O Commerzbank, por sua vez, avaliou que a disputa entre Trump e a diretora do Fed, Lisa Cook, está impulsionando uma fuga para ativos de refúgio. “Ainda assim, é improvável que o ouro sustente sua quebra da faixa de negociação recente”, ponderou o banco.
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