CNBC
Google

CNBCAções da Alphabet sobem após relatório sobre novo chip de IA para modelos Gemini

Tarifas do Trump

China amplia protagonismo nas exportações brasileiras, mas dependência exige cautela

Publicado 20/07/2026 • 18:15 | Atualizado há 12 horas

KEY POINTS

  • Tulio Cariello afirma que a demanda chinesa continuará impulsionando as exportações brasileiras, mas não substitui o mercado americano.
  • Diretor do Conselho Empresarial Brasil-China defende diversificação de destinos para reduzir riscos ao comércio exterior.
  • Segundo ele, o superávit comercial brasileiro depende, em grande parte, da relação com o mercado chinês.

O crescimento das exportações brasileiras para a China reforça a importância do país asiático para a balança comercial, mas não elimina os desafios impostos pelas tarifas adotadas pelos Estados Unidos, afirmou Tulio Cariello, diretor de Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China, em entrevista nesta segunda-feira (20) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

“Existe espaço para ampliar as exportações para a China, mas não há uma compensação natural pelas perdas no mercado americano, porque são mercados com demandas muito diferentes”, disse.

Segundo Cariello, enquanto a pauta de vendas para a China é concentrada em commodities, especialmente produtos do agronegócio e minerais, as exportações destinadas aos Estados Unidos possuem perfil mais diversificado e incluem itens da indústria de transformação com maior valor agregado.

Leia também: Tarifaço: relação Brasil-China bate recordes, mas mercado asiático não substitui EUA em exportações

Ele destacou que essa diferença limita a capacidade de o mercado chinês absorver produtos brasileiros que eventualmente deixem de ser vendidos aos americanos.

Mercados distintos

Na avaliação do especialista, a relação comercial entre Brasil e China continuará sendo estratégica, mas depender excessivamente de um único parceiro pode representar um risco no longo prazo.

Cariello lembrou que a China responde por parcela significativa do superávit comercial brasileiro e que a complementaridade entre as duas economias permanece elevada.

Leia também: EUA anunciam venda de 706,6 mil toneladas de soja para China e México

“Quase metade do superávit comercial do Brasil com o mundo vem da relação com a China. É uma situação rara, já que a maioria dos países registra déficit comercial com os chineses”, afirmou.

Apesar desse cenário favorável, ele defende que o Brasil amplie sua presença em outros mercados para reduzir a concentração das exportações.

Segundo Cariello, a própria China vem adotando políticas para reduzir sua dependência de fornecedores externos, especialmente no setor agropecuário.

China também busca diversificação

Leia também: Preços de importação sobem de forma inesperada, enquanto custos de produtos da China atingem maior nível desde 2008

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O especialista destacou que o governo chinês investe há anos no aumento da produtividade agrícola e na expansão da produção doméstica de alimentos, estratégia que poderá reduzir gradualmente a necessidade de importações em alguns segmentos.

Embora continue dependente de produtos como a soja e a carne bovina, a China já apresenta elevados níveis de autossuficiência em outras cadeias, como carne suína e de frango.

“O Brasil precisa acompanhar esse movimento com atenção, porque a China também está diversificando seus fornecedores e fortalecendo sua produção interna”, ressaltou.

Leia também: Xi promove China como aliada em IA para o Sul Global e alerta contra restrições excessivas

Sudeste Asiático ganha importância

Para Cariello, uma das alternativas para reduzir a dependência do mercado chinês passa pelo fortalecimento das relações comerciais com outros países asiáticos.

Ele destacou que economias do Sudeste Asiático, especialmente integrantes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), vivem um processo de crescimento econômico, urbanização e expansão da classe média semelhante ao observado pela China nas últimas décadas.

Na avaliação do diretor, esses mercados tendem a ampliar a demanda por alimentos, energia e matérias-primas, criando novas oportunidades para as exportações brasileiras.

Leia também: Petróleo impulsiona exportações brasileiras para a China e bate recorde no semestre

Indústria tem espaço na região

Cariello também apontou que a diversificação deve ocorrer não apenas no agronegócio, mas também na indústria brasileira.

Segundo ele, o Mercosul continua sendo um mercado estratégico para produtos manufaturados, especialmente para segmentos como o automotivo, que historicamente concentra parte relevante das exportações brasileiras para os países vizinhos.

“O Brasil tem competitividade regional tanto no agronegócio quanto na indústria. Diversificar mercados será fundamental para reduzir riscos e fortalecer o comércio exterior no longo prazo”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Tarifas do Trump