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Jovem usa falso Google para roubar US$ 240 milhões em Bitcoin
Publicado 11/09/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/09/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Jovem usa falso Google para roubar US$ 240 milhões em Bitcoin
Um jovem de 22 anos se declarou culpado nos Estados Unidos por participar de um esquema que utilizava falsas identidades de empresas conhecidas, como o Google, para roubar criptomoedas. Malone Lam, de Singapura, integrou uma organização que, segundo as autoridades americanas, utilizava engenharia social para enganar investidores e conseguir acesso a carteiras digitais.
Em um dos principais ataques investigados, os criminosos se passaram por representantes do Google e da corretora de criptomoedas Gemini. A estratégia levou um investidor de Washington, D.C., a fornecer informações que permitiram acessar e esvaziar sua carteira. Mais de 4.100 bitcoins foram transferidos, com valor superior a US$ 240 milhões (aproximadamente R$ 1,225 bilhão) na época.
Segundo o The Times of India, o episódio faz parte de uma investigação maior. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a organização criminosa roubou e lavou mais de US$ 245 milhões (R$ 1,24 bilhão) em criptomoedas ao longo de diferentes operações.
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O ataque ocorreu em 18 de agosto de 2024. Além disso, de acordo com os promotores, Lam, Veer Chetal e Jeandiel Serrano tinham como alvo um investidor de longa data no mercado de criptomoedas.
A abordagem começou com integrantes do grupo se passando por representantes do Google. Eles afirmaram que estavam investigando tentativas de invasão relacionadas à conta da vítima. Na sequência, outros criminosos teriam assumido a identidade de funcionários da Gemini e alertado sobre um suposto ataque de malware que poderia afetar a carteira de criptomoedas.
A sequência de contatos buscava criar uma situação de urgência e confiança. Desssa forma, como resultado, a vítima forneceu acesso ao Google Drive e códigos de segurança.
Com essas informações, os criminosos conseguiram acessar os ativos e transferir mais de 4.100 bitcoins. Dessa forma, integrantes da organização utilizaram diferentes corretoras e mecanismos de lavagem de dinheiro para movimentar as criptomoedas roubadas e convertê-las em moeda corrente.
Depois de obter os ativos, Lam e outros integrantes passaram a gastar parte dos recursos em produtos e experiências de alto valor. Lam comprou mais de 30 veículos, incluindo Porsche, Lamborghini e Ferrari personalizados. Além disso, ele também teria adquirido um relógio avaliado em aproximadamente US$ 2 milhões (R$ 10,19 milhões).
As despesas em casas noturnas também chamaram atenção. A reportagem informa que Lam e seus associados gastaram cerca de US$ 4 milhões (R$ 20,39 milhões) em boates de Los Angeles durante um único mês. Em uma das noites, Lam teria desembolsado aproximadamente US$ 569 mil (R$ 2,9 milhões).
O grupo também teria utilizado o dinheiro para manter mansões alugadas em Miami e nos Hamptons, contratar segurança particular e viajar em jatos privados.
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Siga o Times | CNBCO Departamento de Justiça, por sua vez, afirma que integrantes da organização chegaram a gastar até US$ 500 mil (R$ 2,55 milhões) em uma única noite em casas noturnas. Além disso a investigação também identificou a aquisição de carros de luxo com valores que chegavam a milhões de dólares.
A tentativa de esconder as movimentações não impediu que os investigadores encontrassem pistas. Dessa forma, um dos caminhos surgiu a partir de uma conta aberta por Serrano em uma corretora de criptomoedas.
Segundo os promotores, ele não conseguiu ocultar o endereço IP utilizado para criar a conta, que mantinha quase US$ 30 milhões (R$ 153,03 milhões) em criptomoedas roubadas. Além disso, os investigadores rastrearam o endereço até uma casa em Encino, na Califórnia, alugada por Serrano por US$ 47.500 (R$ 242.297) mensais.
Naquele momento, Serrano estava de férias nas Maldivas, enquanto Lam e outros integrantes gastavam dinheiro em Los Angeles e Miami.
A investigação também apontou que os envolvidos haviam se conhecido em fóruns de jogos online no fim de 2023. Dessa forma, a partir desses contatos, o grupo teria desenvolvido uma estrutura voltada para roubos de criptomoedas por meio de engenharia social.
A investigação federal resultou em acusações contra 18 pessoas. Com a declaração de culpa, Lam se tornou o 11º réu do caso a admitir participação nos crimes.
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O jovem se declarou culpado em 8 de setembro de 2026, em um tribunal federal de Washington, D.C. Ele admitiu participação em uma conspiração enquadrada na lei RICO, utilizada nos Estados Unidos em casos envolvendo organizações criminosas.
Segundo o Departamento de Justiça, Lam atuava na identificação de possíveis vítimas, coordenava ataques de engenharia social e ajudava a organizar as atividades dos demais integrantes da operação. A sentença ainda não foi definida. Dessa forma, a Justiça marcou uma audiência de acompanhamento para 8 de dezembro de 2026.
O caso mostra como golpes envolvendo criptomoedas podem depender menos de uma invasão tecnológica direta e mais da manipulação da vítima. Ao se apresentarem como funcionários do Google e de outras empresas conhecidas, os criminosos conseguiram convencer um investidor a fornecer informações que abriram caminho para a transferência de milhões de dólares em Bitcoin.
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