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Emissões de metano de combustíveis fósseis permanecem em níveis elevados, alerta AIE
Publicado 04/05/2026 • 12:36 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 04/05/2026 • 12:36 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Ralf Vetterle/Pixabay
Emissão de gases
As emissões de metano associadas aos combustíveis fósseis continuam em patamar elevado, apesar dos compromissos internacionais de redução. É o que mostra o relatório anual Global Methane Tracker, divulgado nesta segunda-feira (4) pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Segundo a agência, a produção recorde de petróleo, carvão e gás em 2025 respondeu por 35% das emissões globais de metano geradas pela atividade humana, o equivalente a 124 milhões de toneladas (Mt). O volume representa leve alta em relação a 2024 (121 Mt) e permanece próximo ao pico registrado em 2019.
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O setor de petróleo lidera as emissões dentro da indústria fóssil, com 45 Mt, seguido por carvão (43 Mt) e gás natural (36 Mt). “Não há sinal de que as emissões mundiais de metano relacionadas ao setor de energia tenham diminuído”, afirma a AIE no relatório.
O metano é o principal componente do gás natural e também é emitido por atividades como agropecuária e aterros sanitários. Ao todo, cerca de 580 milhões de toneladas são liberadas anualmente no mundo, sendo 60% provenientes de ações humanas, sobretudo agricultura e energia.
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Embora tenha ciclo de vida mais curto que o dióxido de carbono (CO₂), o metano tem potencial de aquecimento muito superior e é responsável por quase 30% da elevação da temperatura média global desde a Revolução Industrial. Por isso, a AIE destaca que cortar essas emissões pode gerar “benefícios climáticos significativos a curto prazo”.
Na indústria de petróleo e gás, o metano escapa principalmente por vazamentos em equipamentos e durante operações de ventilação e queima. A agência estima que quase 30% das emissões do setor poderiam ser evitadas com tecnologias já disponíveis e sem custo adicional, já que o gás capturado poderia ser comercializado.
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Além do impacto climático, a recuperação do metano desperdiçado poderia reforçar a oferta global de energia. A AIE calcula que seria possível colocar no mercado cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de gás por ano — sendo 15 bilhões no curto prazo — em um momento em que o fornecimento está pressionado pela guerra no Oriente Médio.
O volume estimado equivale ao dobro do gás que normalmente transita anualmente pelo Estreito de Ormuz, cuja passagem está bloqueada desde o início do conflito.
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