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Chipre vira alternativa energética à Europa com o fornecimento de gás natural até 2028
Publicado 09/08/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/08/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: wikimedia commons.
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O gás natural extraído de um depósito submarino ao largo de Chipre deve abastecer consumidores europeus já em março de 2028. A informação é do ministro da Energia do país, Michael Damianos, em entrevista à Associated Press. A descoberta reforça o Mediterrâneo Oriental como fonte de energia para a Europa, enquanto a guerra na Ucrânia e a instabilidade no Oriente Médio levam o continente a buscar novos fornecedores.
A francesa TotalEnergies e a italiana Eni decidiram desenvolver o campo de gás Cronos, ao sul de Chipre. É a primeira vez que gás do Mediterrâneo Oriental seguirá para o mercado europeu.
O consórcio Eni-TotalEnergies pretende iniciar ainda este ano a construção de um gasoduto que ligará o campo Cronos à infraestrutura do depósito de gás Zohr, no Egito, a 105 quilômetros de distância. A obra deve ficar pronta em até 18 meses.
Em seguida, o gás seguirá para a instalação de Damietta, no Egito, onde será liquefeito e enviado à Europa. Essa rota é apontada como a mais viável do ponto de vista econômico, com custo estimado em US$ 2 bilhões, por aproveitar infraestrutura já existente na região.
Embora o acordo preveja que todo o gás de Cronos siga para a Europa, uma cláusula permite que um quinto da produção seja usado para atender à demanda energética do Egito.
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Siga o Times | CNBCCronos é um dos seis depósitos descobertos na Zona Econômica Exclusiva de Chipre. Os campos Glaucus e Pegasus, com reservas de 6,9 trilhões de pés cúbicos, devem iniciar produção até 2033, conforme dados da ExxonMobil e da QatarEnergy. A ExxonMobil também planeja ampliar as atividades de exploração em Chipre, segundo Damianos.
Descoberto há 15 anos, o campo Afrodite tem reservas de 5,6 trilhões de pés cúbicos. A decisão final sobre seu desenvolvimento, conduzida pela Chevron, deve sair em 2027, com a construção de um gasoduto que ligará o campo às instalações egípcias.
Parte da área do campo está em águas israelenses. Um árbitro deve definir a porcentagem que caberá a Israel no próximo mês.
O projeto também busca reduzir o isolamento energético de Chipre e de Israel, servindo de base para a iniciativa IMEC, rota de energia e comércio que deve conectar o Golfo Pérsico, a Índia e a Europa.
Apesar do avanço, a iniciativa enfrenta entraves burocráticos, já que os custos superam a estimativa inicial de US$ 2,2 bilhões. Um relatório do Banco Europeu de Investimento deve trazer mais clareza sobre os valores nos próximos meses.
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