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Petróleo dispara mais de 7% após Irã ameaçar bloquear Estreito de Ormuz
Publicado 01/06/2026 • 11:25 | Atualizado há 10 minutos
ALERTA DE MERCADO:
Petróleo dispara mais de 7% após Irã ameaçar bloquear Estreito de Ormuz
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Exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz podem nunca voltar aos níveis pré-guerra com o Irã
Publicado 01/06/2026 • 11:25 | Atualizado há 10 minutos
KEY POINTS
Os preços do petróleo nos Estados Unidos dispararam 7% nesta segunda-feira (1º), após a mídia estatal iraniana informar que Teerã suspenderá as negociações com os Estados Unidos e fechará completamente o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques israelenses no Líbano.
Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) avançavam 7,8%, para US$ 94,20 por barril, às 11h07 (horário de Brasília). Já os contratos futuros do Brent, referência internacional, subiam 6,7%, para US$ 97,23 por barril.
Leia também: Petróleo sobe mais de 2% após Israel ampliar ofensiva no Líbano
Os negociadores iranianos não manterão conversas com os Estados Unidos até que Israel interrompa os ataques em Gaza e no Líbano e se retire das áreas ocupadas em território libanês, segundo uma publicação da agência de notícias Tasnim, ligada ao governo iraniano.
Teerã também bloqueará completamente o Estreito de Ormuz e abrirá outras frentes, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, informou a Tasnim. O Estreito de Bab el-Mandeb é um ponto estratégico para o comércio global que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.
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Na semana passada, o Brent e o WTI encerraram com quedas de 11,1% e 9,6%, respectivamente, registrando seu pior desempenho semanal desde meados de abril. Apesar disso, ambos os contratos ainda acumulam alta de cerca de 30% desde o início da guerra liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Estados Unidos e Irã realizaram novos ataques durante o fim de semana, enquanto Israel ordenou que suas tropas avançassem ainda mais no Líbano, reacendendo as preocupações de que os confrontos com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, possam ameaçar um frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, celebrou a captura do Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, pelas forças israelenses. Segundo relatos, ele classificou a ação como uma “mudança decisiva” na ampliação da ofensiva terrestre contra o Hezbollah. Autoridades europeias criticaram duramente a mais recente escalada militar de Israel.
Leia também: Aumento na produção de petróleo indica transição energética mais lenta
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, em uma publicação nas redes sociais, que o Irã “realmente quer fechar um acordo”, insistindo que ele será positivo para Washington e seus aliados.
“Basta sentar e relaxar, tudo dará certo no final — sempre dá!”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.
Os comentários ocorreram após a retomada dos ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. Ambos os lados afirmaram ter atingido alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz, uma estreita via marítima por onde normalmente passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.
As negociações para encerrar a guerra com o Irã mostraram poucos avanços nas últimas semanas, com as duas partes mantendo um cessar-fogo instável desde o início de abril.
O site Axios informou no sábado que Trump solicitou diversas alterações nos termos mais recentes negociados por seus enviados com autoridades iranianas. A reportagem, baseada em dois funcionários do governo dos Estados Unidos que não foram identificados, afirma que as mudanças solicitadas envolvem várias questões, especialmente relacionadas ao material nuclear iraniano. A CNBC não conseguiu verificar a informação de forma independente.
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Seguir no GoogleJorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, afirmou que os operadores do mercado de petróleo parecem precificar a possibilidade de algum tipo de acordo nas próximas semanas, mas alertou que os preços podem disparar para até US$ 180 por barril até agosto caso as negociações de paz fracassem.
“Vamos supor que não haja acordo e que os combates entre Estados Unidos e Irã sejam retomados. Nesse cenário, vimos uma projeção de US$ 180 por barril até agosto, o que significaria uma severa recessão econômica global, particularmente na Europa e nos mercados emergentes da Ásia”, disse León à CNBC, no programa “Squawk Box Europe”, nesta segunda-feira.
“Também existe o cenário oposto, em que Estados Unidos e Irã chegam a um entendimento sobre todas as questões, incluindo o programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz. Nesse caso, os preços cairiam rapidamente para cerca de US$ 70 por barril até o fim do ano”, acrescentou.
O Goldman Sachs informou que os riscos para suas projeções de preços do Brent e do WTI no quarto trimestre de 2026, de US$ 90 e US$ 83 por barril, respectivamente, permanecem “equilibrados em ambas as direções”. O banco alertou que interrupções persistentes na oferta do Oriente Médio podem elevar ainda mais os preços, enquanto uma demanda mais fraca pode gerar riscos relevantes de queda.
O Goldman Sachs estimou que os dados fracos de vendas de combustíveis no varejo registrados em abril na China e na Europa Ocidental indicam um risco de redução de aproximadamente 2 milhões de barris por dia em sua projeção de demanda, que já era considerada moderada.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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