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Energia

Aumento na produção de petróleo indica transição energética mais lenta

Publicado 18/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • A produção global de petróleo e a expansão da infraestrutura fóssil indicam que a transição para fontes limpas será mais lenta e complexa do que o esperado cinco anos atrás.
  • A transição energética é histórica, gradual e envolve múltiplas fontes, sendo influenciada por fatores geopolíticos e a necessidade de garantir fornecedores confiáveis em um mercado global competitivo.
  • O Brasil se posiciona estrategicamente como produtor de petróleo e energia limpa, podendo monetizar reservas, fortalecer a segurança energética internacional e impulsionar a economia nacional.

A aceleração na produção de petróleo e a expansão de infraestrutura fóssil global demonstram que o processo de transição para matrizes limpas será mais lento e complexo do que o mercado projetava há cinco anos.

João Victor Marques, pesquisador da FGV Energia, destacou que o redesenho geopolítico é um dos principais motores desse movimento, evidenciado pelos novos planos de expansão no Oriente Médio.

“Já no plano de negócio já se previa mais de 100 bilhões de dólares em investimentos e aí já estão adiantando 55 bilhões de dólares para até 2027 a produção dos Emirados sair de cerca de 3 milhões de barris por dia e chegar até 5 milhões. E aí, acompanhado desse aumento de produção, os investimentos na infraestrutura associada também são necessários, principalmente nos gasodutos e oleodutos”, apontou.

O especialista explicou que o processo histórico de mudança nas matrizes energéticas mundiais não elimina o uso de fontes antigas de maneira imediata.

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O pesquisador da FGV Energia analisou que, por sua própria natureza, a transição energética é um processo longo, faseado e bastante complexo, pois não há clareza sobre quanto tempo será necessário para substituir totalmente os recursos atualmente consumidos. O mundo já passou por diversas transições de energia ao longo da história, e o resultado disso foi, na prática, um empilhamento de fontes energéticas.

Diante das crescentes tensões políticas globais no pós-pandemia, o Brasil se consolidou em uma posição estratégica favorável para investidores e grandes consumidores internacionais, especialmente da Ásia.

Marques detalhou que o mundo, que ainda depende quase 80% de combustíveis fósseis, precisa encontrar fornecedores confiáveis e diversificar suas fontes. “Ampliar a produção nacional, seja do pré-sal ou busca de novas fronteiras exploratórias, significa garantir uma participação de mercado no Brasil nesse mercado internacional de petróleo, que tá cada vez mais acirrado.”

“É uma forma de ganha-ganha: investir em energia limpa no país, garantindo a descarbonização nacional, ao mesmo tempo que a gente tem um excedente para a produção e exportação de petróleo em países em que a transição ainda vai ser mais longa. O Brasil, podendo monetizar as reservas que possui, transforma esse potencial energético em riqueza para o país e garante também a segurança energética do mundo”, concluiu ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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