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Petróleo sobe mais de 2% após ataques a navios no Estreito de Ormuz e aumento das tensões no Oriente Médio

Publicado 30/10/2026 • 07:47 | Atualizado há 27 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo Brent sobe 2,58%, a US$ 117,84, enquanto o WTI avança 2,17%, a US$ 104,21 por barril.
  • Irã relata incidentes com quatro petroleiros atingidos por minas no Estreito de Ormuz, aumentando as preocupações com o transporte global de petróleo.
  • Possibilidade de novas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã amplia as tensões no Oriente Médio e pressiona os preços da commodity.

Os preços do petróleo registram alta nesta sexta-feira (30), em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e a novos incidentes com petroleiros no Estreito de Ormuz. O avanço ocorre após o Irã informar que quatro embarcações atingiram minas marítimas na região, enquanto os rebeldes Houthis, do Iêmen, reivindicaram ataques com mísseis contra a Arábia Saudita.

Por volta das 7h32, o petróleo Brent, referência internacional, subia 2,58%, cotado a US$ 117,84 por barril, nos contratos para dezembro. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 2,17%, a US$ 104,21 por barril, também para entrega em dezembro.

A valorização ocorre diante das preocupações com uma possível retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações divulgadas, Washington avalia novas ações militares contra Teerã após as eleições legislativas americanas de 3 de novembro.

Incidentes no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã informou que três petroleiros pegaram fogo após atingirem minas em uma rota marítima próxima à costa de Omã, considerada não autorizada pelas autoridades iranianas. O Exército do país relatou um quarto incidente a leste do estreito.

A agência britânica de operações comerciais marítimas, UK Maritime Trade Operations (UKMTO), também registrou um ataque contra um petroleiro a aproximadamente 46 quilômetros a nordeste de Khasab, em Omã.

Segundo o órgão, uma pequena embarcação se aproximou do navio e instalou dois dispositivos explosivos. As detonações provocaram um incêndio na casa de máquinas e deixaram o petroleiro sem condições de operar. A tripulação não sofreu ferimentos.

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Disputa sobre a segurança da rota

Os incidentes aumentaram as incertezas sobre a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de energia, responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto do abastecimento global.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o movimento de navios na região caiu significativamente, chegando a menos de dez travessias diárias. A Guarda Revolucionária iraniana também contestou uma declaração do Comando Central dos Estados Unidos, segundo a qual as forças americanas teriam retirado minas das principais rotas de navegação.

O porta-voz iraniano Hossein Mohebi exigiu provas independentes de que a passagem está livre desses dispositivos, questionando as informações divulgadas pelos militares americanos.

Risco de novos confrontos

O aumento das tensões ocorre em um momento de incerteza sobre os próximos passos do conflito, que está em seu nono mês. Autoridades regionais e analistas demonstram preocupação com a possibilidade de uma nova escalada militar nas proximidades das eleições americanas.

Paralelamente, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, busca retomar as negociações diplomáticas com o Irã.

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