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Prazo para Trump manter ofensiva contra o Irã termina nesta sexta-feira e ameaça escalada da guerra
Publicado 01/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 01/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: Brendan Smialowski | AFP | Getty Images
Fundo bilionário 'anti-armas' de Trump fracassa após reação de aliados
A decisão de Donald Trump de estender o cessar-fogo com o Irã trouxe um alívio momentâneo, mas a guerra está longe de esfriar, e agora entra em uma fase decisiva.
O prazo legal para os Estados Unidos manterem a operação militar sem autorização do Congresso vence nesta sexta-feira (1º). A partir daqui, Trump precisa do aval de deputados e senadores para seguir com a ofensiva. E esse aval não está garantido.
O Congresso americano está dividido, e cresce, inclusive entre republicanos, o desconforto com uma guerra mais longa, cara e impopular. Nos bastidores, o risco de um embate direto entre Casa Branca e Legislativo já entrou no radar.
Leia também: Republicanos deixam prazo do Congresso expirar e mantêm apoio a Trump na guerra com o Irã
Na prática, o cessar-fogo também não significa paz.
Nos últimos dias, as tensões continuaram no mar, principalmente no entorno do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o petróleo global. Houve interceptações de embarcações, apreensões e aumento da presença militar, deixando claro que o conflito segue ativo. Esse é justamente o ponto que mantém o mercado em alerta.
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Siga o Times | CNBCQualquer escalada na região pode impactar diretamente o preço do petróleo, encarecer o transporte global e pressionar a inflação em várias economias. O efeito tende a ser rápido e espalhado.
Diante desse cenário, analistas avaliam que Trump dificilmente vai recuar totalmente. Politicamente, sair agora pode soar como derrota.
Por outro lado, avançar sem o Congresso pode abrir uma crise institucional dentro dos próprios Estados Unidos, algo que adiciona ainda mais incerteza ao cenário global.
Leia também: Trump: “Irã quer fazer um acordo, mas não estou satisfeito com isso”
Há precedentes para isso. Presidentes anteriores já encontraram formas de contornar o Congresso para manter operações militares. Mas esse caminho costuma vir acompanhado de mais ruído político e insegurança jurídica.
No fim, o que está em jogo não é só o conflito no Oriente Médio, é também o equilíbrio de poder dentro dos EUA e o impacto direto nos mercados globais.
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